sábado, setembro 12, 2009
Veneza - Encontro das águas
Continuei andando feito doida pra não perder tempo. Logo de manhã conheci uma australiana (Sam) muito engraçada no hostel e fomos ao mercado de frutas e peixes perto da Ponte Rialto. Olha, o pêssego que o cara vendia era tão maravilhosamente doce e saboroso que parecia ice tea. Juro. E como era bem cedo ainda, umas 8h da manhã, foi legal demais ver o povo veneziano mesmo (pq nunca vi tanto turista junto) indo trabalhar, armando as barraquinhas, montando as coisas com calma enquanto um solzinho delicioso começava a refletir nas águas. Nisso veio correndo em nossa direção um italiano muito gato, mas completamente bêbado, parlando um inglês safado de ruim e querendo tirar foto com a gente. Oi_ Despistamos ele, dizendo que estávamos indo embora e pronto. Sam foi embora e eu continuei a caminhada.
No meio da tarde voltei pro albergue pra dar uma descansada e à noite fui bater perna com o Reuben, o americano da Califórnia (Viva! Já tenho onde ficar qdo for à Califórnia!), que estava voltando no dia seguinte pra casa depois de um ano trabalhando na Coréia e viajando por aqui. Foi ótima a companhia. Andamos a cidade quase inteira, apreciando as paisagens noturnas e eu super improving my English. Paramos na ponte da Galleria, uma das três únicas que cruza o Canal Grande (o principal da cidade) e ficamos vendo o movimento dos barcos. Aí ele me perguntou “Como vc descreveria isso aqui pros seus amigos”_ Eu respondi “Não descreveria. É impossível. Vc pode dizer que o lugar é incrível, que bate um ventinho gostoso, que as águas dão um charme todo especial etc. Mas tem que estar aqui pra sentir”. Portanto, people, venham e sintam. :)
Veneza - Exibida que só ela
Cheguei em Veneza toda serelepe pq meu albergue era em frente à estação de trem, ou seja, só precisaria andar pouquinho com todas as malas. Mas como felicidade de pobre dura pouco, na verdade só a “recepção” do albergue ficava ali. Agora vcs imaginam meu desespero qdo a mocinha de lá abriu o mapa e foi me mostrando como chegar no hostel: “Vc pega a rua ao lado da estação e cruza a primeira ponte. Depois passa a segunda ponte, a terceira, ponte, a quarta ponte... e um pouquinho antes da quinta ponte vc entra à direita”. Oi___ Realmente não sei expressar aqui o tamanho do desespero que tomou conta de mim naquele momento. Mas enfim, era Veneza e nada ia me derrubar.
Qdo cruzei a primeira ponte, algo inacreditável aconteceu. Uma turista japa me pediu pra tirar uma foto dela e da amiga. Realizem a cena: Marcela arrasada, com um mochilão nas costas de quase 15kg, uma mochila na frente de uns 5kg e mais uma mala de mão de uns 5kg. Subindo os degraus de uma ponte enorme e cheia de gente sob um sol escaldante. Aproxima-se uma senhora japa, toda sorridente, e pede uma foto PRA MIM. Eu parei, olhei pra ela, pensei e tive que soltar um “really_”. Bom, tirei a tal foto sem acreditar no que estava acontecendo e espero sinceramente que ela emoldure e pendure num altar.
Aí eu andei, andei, andei, andei... sério, tava quase desistindo e ficando encostada ali por qq uma daquelas pontes. Mas aí alcancei o tal lugar e tudo começou a fazer sentido. O hostel na verdade é um andar de um prédio residencial (tem muito disso aqui na Europa), com um quarto tooooooooodo rosa, com um banheiro toooooooodo rosa. Tipo albergue da Barbie, uma graça. Aí já conheci dois americanos: um super gente boa, Reuben. O outro, completamente notionless. Passou o dia inteiro no quarto, na internet e vendo TV. Como assim, cara_ A cidade maravilhosa lá fora e o ser humano enfurnado no quarto da Barbie__ Então ele disse que detestou Veneza pq era muito romântica e ele estava sem a namorada. Ah, faça-me o favor! Então se atira num canal, pelo menos assim dá pra aproveitar a paisagem.
Lógico que eu me mandei pra rua. E aí o dedinho começou a ficar muito nervoso, querendo tirar foto de tudo. Pq Veneza é assim, super exibida. Dá vontade de tirar foto a cada passo. E qdo vc acha que tirou a foto mais linda de toda a viagem, vc cruza uma pontezinha e se depara com algo mais bonito ainda. E por falar em bonito, eu descobri por que os homens maravilhosos estavam meio em falta em Florença. É pq estão TODOS em Veneza! CA-RA-CA! Tem uns gondoleiros que pelamordedeus! Tipo “me joga na sua gôndola e me chama de bella”!!
Daí que eu tava doida pra me perder pelas ruelas de Veneza, mas nem é tão difícil andar por lá. Com um bom mapinha e um bom senso de direção, vc alcança todos os lugares num instante. Até pq as principais atrações são indicadas por plaquinhas com setinhas, então fica mole. Outra coisa: aqui não dá vontade de entrar nos lugares. A boa é ficar curtindo as ruas, as pontes, o sol e o ventinho na beira dos canais. Ah, e apreciar os espetáculos que cruzam seu caminho o tempo todo. Calma, Betty. Vou postar umas fotos pra vcs entenderem bem do que eu to falando. Andei pela Piazza San Marco, com sua catedral gigantesca e seus pombos nojentos. Cara, a turistada perde a linha com os pombos! Coloca na cebeça, no ombro, pega no colo, faz carinho... Helloooooooooooo!!! São pombos!!! Cheios de doença, de piolhos, cruuuuuuzes!!!
Cara, e não é que bem ali na Piazza eu encontrei sem querer a Michelle (minha amiguinha do trem)_ Que divertido! É engraçado viajar sozinho ou com pouca gente pq vc vira melhor amiga das pessoas num dia e pode ser que nunca mais as veja. Aí fui jantar com ela e o noivo numa piazza menorzinha super charmosa. O moço do restaurante falava “Buona sera, Signori” pra todo mundo que passava, super tentando cativar novos fregueses. Tirei a barriga da miséria com uma pizza sensacional, um balde coca-cola e uma taça de vinho. To muito chique, gente, não to me aguentando.
quarta-feira, setembro 09, 2009
Florença - Humanismo e Renascimento
Fiquei meio mal lah dentro do mosteiro. O café da manha do albergue tem me deixado meio pesada e enjoada, mas enfim, é necessario comer pra nao desfalecer. Pra nao emendar dois museus, decidi subir a cupula do Duomo, a catedral gigantesca da cidade. Afinal, se é pra acabar com o resto de energia, vamos acabar direito. Mais de 400 degraus em uma escadinha velha, apertada, interminavel e em mao dupla (a mesma pra subir e descer). Qdo cheguei lah em cima, tres metros de lingua pra fora, jah nem raciocinava mais. Bem legal pra ver toda Florença com seus telhadinhos, as igrejas, o rio e a torre do Campanario, projetada pelo Giotto.
Qdo alcancei o chao novamente, achei que jah eram umas 3 da tarde, mas nao passava de 11h. Parei no café Rivoire, bem na Piazza della Signoria, lugar tb indicado pelo Joao (ok, jah tah chato isso, mas essa é a cidade preferida dele, gente. O moço me deu zilhoes de dicas boas! Anotem!) e tomei o MELHOR CIOCCOLATO CALDO (chocolate quente) do mundo! Cremoso, com chocolate de verdade. Deliciaaaaaaa!! Aih ganhei energia extra pra encarar mais um museu à tarde.
Uffizi. A galeria de arte mais importante da Italia, com todos os quadros famosos do Botticelli, pintor que eu conheci na epoca da escola (!) graças a uma professora italiana que dava aula de historia na 7a série e nos mostrou todo o belissimo mundo do Renascimento. Dica importantissima pra quem vier à Uffizi: reserve ingresso antes! Passei DUAS horas numa fila que nao andava. Li o guia inteiro, ouvi 500 musicas no mp3, analisei a roupa e o comportamento de todo mundo que estava proximo de mim e, ainda assim, a vez nao chegava. Foi doloroso, foi sacrificante, cansativo. Mas eu nao podia desistir.
Saih de lah sem saber onde eu estava. A unica coisa que passava pela cabeça era "coma algo urgentemente". Sentei num café perto do Duomo e pedi um menu com bruschetta (como se escreve?), spaghetti e vinho. E soh depois dessa magnifica refeiçao eu descobri o verdadeiro significado da palavra "renascimento".
Passei naquela gelateria MARA de novo (Gelateria Carabé - imperdivel! Todos os sabores que pedi sao fantasticos!) e vim pro hostel. Me joguei na cama sem tirar o tenis e chapei por nao sei quanto tempo. Agora to esperando a roupa acabar de lavar. Portanto, nao posso dormir tao cedo. Mas tudo bem.
Amanha de manha parto pra Veneza. Ansiosaaaaa!! Muita vontade de conhecer aquela cidade.
terça-feira, setembro 08, 2009
Pisa - Mais uma dose
Cheguei lah na hora do almoço e soh consegui ingresso pra subir na torre às 16:20! Sim, jah falei na viagem do ano passado que eu su turista e adoro subir em tudo que eh lugar. Bom, aih fiquei enrolando ali pelo Campo dei Miracoli, que é o lugarzinho onde fica a torre, a igreja e o batistério (mas dane-se o resto pq todo mundo soh quer saber da torre). Olhei todas as centenas de camelos que vendem artigos idiotas para turistas (como caneca torta, garrafa torta, uma beleza) e fiquei puta em ter pago 3,50 euros num gelato ridiculo. Vinha pouco e nao tinha gosto. Nao quis nem saber: reclamei com o carinha que serviu o sorvete e ele ficou me olhando com cara de bunda. Isso pq eu comecei reclamando em frances, depois espanhol e depois ingles. Alias, eu sempre me confundo nas linguas. Nao, eu soh falo ingles e um pouco de frances, mas aqui, na confusao, sai tudo de uma vez e sem nenhum nexo. Qdo nao sei a palavra em italiano, mando em portunhol mesmo e fica tudo uma belezura.
Voltando... pra subir a torre tem que encarar mais de 300 degraus escorregadios e apertadinhos. Eh uma aventura! Mas o pior é ter que subir se segurando nas paredes, pois a escada é em caracol e a cada tres degraus seu corpo pesa pra um lado diferente. hahahahaha Caraca, parecia que eu tava muito bebada! Doideira. Nao sei se foi efeito da inclinaçao, mas hj eu nao consegui avistar nenhum degrau. Quase tomei varios estabacos, nao entendo. hahahaha
Tb é dificil ir sozinho pra Pisa e ter que ficar escolhendo alguem pra tirar pra vc aquela fotinho clichezona do ser humano segurando a torre, sabem? Pedi pra duas pessoas diferentes, morrendo de vergonha. Mas na segunda tentativa peguei amizade momentanea com dois japas muito engraçados, que riam de tudo. Fanfarroes made in Japan.
Hj eu acordei às 6:30 pra poder ir a um museu e uma igreja antes de embarcar pra Pisa. Tah pra chegar o dia que eu vou descansar nas férias. Quem sabe daqui a uns 10 anos... Na Galleria dell'Academia (gente, nao sei como se escreve) tem o original do Davi, de Michelangelo. E é uma coisa taaaaaaaaaaao grande que eu to boba até agora. O bicho tem até as veias do braço! Lindo! A Betty em marmore, praticamente. E na Igreja de Santa Maria Novella tem uns afrescos bem legais, mas serviram pra eu me dar conta de que nao aguento mais ir a igrejas. Vou dar um tempo, sério.
Ah, e os pirras foram embora!!!!! Finalmente o quarto estah arrumado, sem malas no meio do caminho, nem escovas de dente jogadas no chao, nem garrafas de coca-cola e biscoitos espalhados por todo lugar. Obrigada, Senhor.
Amanha posto fotos de hj. Acabou a bateria. :(
bjosembateriaemtodosossentidos
segunda-feira, setembro 07, 2009
Florença - Viva Azurra!
...
...
...
...
Agora sim. Depois de zilhoes de horas de sono, acordei me sentindo um outro ser humano. Ok, eu acordei no meio da noite pq os pirras chegaram trebados de madrugada, fizeram barulho e roncaram feito... bebados. Vai pro ceu o carinha que inventou o protetor auditivo, aquele que eu uso nos ensaios do Salgueiro. Alias, os menininhos acabaram de sair pra night de novo. Vcs precisavam ver a bagunça que deixaram no quarto! hahaha O mais simpatiquinho e falante estava todo se querendo arrumando o cabelo com secador.
Nao entendo os banheiros desse albergue. Ou ninguem toma banho ou eu to frequentando o chuveiro errado. Soh tem dois banheiros nesse andar, cada um com uma pia, uma privadinha e um chuveiro. E eles estao SEMPRE desocupados. E o box estah SEMPRE seco. Um deles é pra cadeirantes, mas nao tem luz. Fui puxar uma cordinha achando que era pra acender a lampada e acionei uma campainha, ai meu Deus!
Bom, hj eu saih cheia de disposiçao e visitei umas cinco igrejas. Juro! As igrejas de Florença sao obras de arte à parte, cheias de capelas belissimas, afrescos pintados pelos artistas mais famosos da Renascença... Na Capella Brancaccio, o conhecidissimo afresco da expulsao de Adao e Eva do paraiso é, de fato, lindo demais; na Santa Croce tem os tumulos de Michelangelo e Galileu! Andréaaaaaaaa, eu vi o tumulo do Galileu!!!!! hahahahahaha
Almocei um macarrao à bolonhesa que nao estava com a melhor das aparencias, mas era uma delicia! Alias, nem ia comer ali, mas o garçom era um velhinho taaaaaaao fofinho, que dava buon giorno a todo mundo que passava na calçada e explicava tudo o que havia pra comer no recinto. Me ganhou pela simpatia.
Pouco antes de o sol se por (umas 18:30), saih à procura de uma gelateria indicada pelo Joao - o melhor fornecedor de dicas da Europa que eu conheço. Apesar de ter ganhado o apelido de "GPS" em Roma (pq eu consigo fazer miséria com um mapa, acreditem!), levei um tempinho pra encontrar a "Carabé", mas valeu a pena. O gelato de iogurte e o de café sao pra "comer de joelhos", como descreveu Joao. Vou voltar lah pra experimentar outros sabores urgentemente!!!
Aih aproveitei o por-do-sol de cores incriveis que tem em Florença pra tomar uma fresca à beira do rio Arno. E se é Arno, é bom! Alias, é oooooooooooootimo!!! Pq ali eu tive a visao mais bela desde que cheguei na cidade. Nao era Deus. Eram deuses. Eram italianos. E estavam jogando uma peladinha sem compromisso num campinho de terra. Jesus, me seguraaaaaaa!!! Era o time das Bettys contra o time das Cassias! Ok, soh quem é do samba vai entender isso. Mas enfim, foi ali que encontrei a paz. hahahahahaha!!! Qdo me dei conta, varios grupos diferentes de mulheres haviam parado ali para apreciar tamanha... abundancia de talento. :)
Uma pena aqui nao ter uma fonte de agua por esquina, como em Roma. Pelo menos nao eh tao quente qto lah. Mas jah passei no mercado e adquiri meu jantar: agua, batata chips, achocolatado e cookies. Pra manter a saude e o preparo fisico. Se bem que, se eu vir um jogo de futebol daqueles todos os dias, nem preciso mais gastar dinheiro com comida. Vou viver de luz e de torsos bem esculpidos. kkkkkkkkkkkk!!!!
Bjoshojeeutobobona
domingo, setembro 06, 2009
Florença - Sob o sol sacana da Toscana
Agora é domingo à noite (apesar de ainda estar sol) e jah estou em Florença! Peguei um trem bacaninha e cheguei aqui em menos de duas horas. A-do-ro andar de trem na Europa! E aqui na regiao da Toscana a paisagem na janela é ainda mais bonita, cheia de gramados verdinhos, montanhas e casinhas rusticas.
O albergue é pertinho da estaçao, soh que mais uma vez eu me perdi. O numero do prédio é 94 e a rua pula do 96 pro 67! Hein???? Tem um grupo de amigos italianos pirras aqui no quarto, tipo de 17 anos. Um menininho me perguntou minha idade e jah mandou na lata que eu sou a mais velha do quarto. Agradavel. As paredes do corredor sao todas pichadas e soh tem dois chuveiros por andar. To sentindo que isso vai dar merda...
Tomei um susto com a cidade. Nao imaginei que fosse tao pequeninha! Andei ela quase inteira por tres horas. Vou me enfiar nos museus daqui (que sao maravilhosos) o dia inteiro pra passar o tempo. Tah fazendo um sol bem bacana, mas pelo menos aqui venta legal. Soh nao consegui encontrar ainda os italianos. Alguém sabe se tem italianos morando aqui? Soh vejo turistas, impressionante! Em qq lugar da cidade, até nas zonas menos turisticas.
Momento prontofalei: nossa, como tem gente sem noçao! O povo ADORA furar uma fila! To chocada! E nao é latino nao! Eh alemao mesmo! Vc nao pode olhar pro lado, senao jah vem um europeu paraiba se plantar na sua frente. Inacreditavel!!
Bom, to chapada de sono. Resolvi vir mais cedo pro hostel pra tentar dormir e recuperar as energias. Acabei de ver que o Brasil ganhou da Argentina!!! ahuhauhahauhauuahua!!! Ontem tentamos ver o jogo na internet, ao lado de quatro argentinos, mas a conexao devia ser paraguaia e nao deu certo. Enfim, Brasil-sil-sil!
sábado, setembro 05, 2009
Roma - Felizes para sempre!
Ontem fui com o Bruno visitar tio Bento lá no Vaticano. Madrugamos pra evitar as filas imensas nos museus e acabamos sendo abençoados com uma chuva sem precedentes. Espero que tenha sido chuva de água benta, pq foi foda ficar que nem pinto molhado enquanto indianos (que não são poucos por aqui) vendiam um guarda-chuva safado por 5 euros! Por falar em indianos, com anda Caminho das Índias_ Alguém me conta!!!!
Bom, não preciso comentar que os museus do Vaticano são uma coisa linda. Mas preciso comentar, mesmo que soe repetitivo, que a Capela Cistina é inacreditável. Sério, sem dúvida a obra de arte mais linda que vi na vida (tirei uma fotinho escondido, tah aih embaixo). E aí, no meio daquela turistada toda (80% japonesa, pqp!), trabalhando com o torcicolo por ficar olhando pra cima procurando os detalhes, eu caí no choro. Aham, ridículo assim. Não deu pra controlar. Tenho certeza que Michelangelo, ao terminar de pintar aquele teto, desceu do andaime, olhou pra cima, deu uma boa respirada e disse “eu sou o cara”! E ele é.
À tarde, visita à Praça de S. Pedro e à Catedral, que são impressionantemente imponentes, mas confesso que achei a energia da catedral meio pesada. Aquelas estátuas cultuando os papas, que te olham como se fossem te castigar. Coisa estranha, credo. Depois, uma passada no Castelo Sant’Angelo para apreciação de uma linda vista de Roma e um ventinho providencial depois de todos esses dias extremamente quentes.
E como estávamos purificados após a visita ao Vaticano e sexta à noite é sinônimo de esbórnia, peguei Bruno (rei da putaria) pelo braço, nos juntamos a outros brasileiros do albergue (Paula – vai pro Guiness por conseguir visitar todas as principais atraçoes de Roma em apenas um dia -, Renan, Alan, Bruno e Eduardo) e fomos pra um tal de pub crawling, em que vc e um grupo de umas 20 e poucas pessoas fica pulando de pub em pub bebendo, dançando e fazendo tudo o que der vontade. Foi o fervo!!! Num dos pubs tinha até uma mocinha de família na pole dance. E aí que a brasileirada é muito maneira e todo mundo voltou pro hostel sem saber direito quem era quem. Ganhamos uma camisa com a frase “A night that you don’t remember”. Portanto, sem mais comentários. O que acontece em Roma, a gente deixa aqui mesmo, junto com as ruinas. Kkkkkkkk!!!
Então hj decidi levantar um pouquinho mais tarde e conheci um canadense MARA no café. Vamos ver se o encontro de novo antes de me mandar de Roma amanhã de manhã. Bom, aí Bruno, Marcelo e eu pegamos um ônibus pra Tivoli pq essa coisa de conhecer cidades mais interioranas é muito cult. A cidade é micra, totalmente sem movimento, mas tem um parque, Villa d’Este, com várias fontes belíssimas, todas construídas a mando de um cardeal que morou lá.
De volta a Roma, uma última rodada pela cidade pra visitar o Circo Massimo e mais uma boa caminhada até a Piazza della Republica. Aí deu pra tirar duas conclusões:
1- Roma é uma cidade muito doida. Não consigo me acostumar com essa coisa de andar numa rua qualquer e sempre avistar ruínas de uma civilização antiga;
2- Roma é o lugar dos casamentos. Sem brincadeira, eu devo ter visto uns dez casamentos em cinco dias. Só hj foram uns quatro! Em cada igreja que passávamos em frente, lá estava um casalzinho todo sorridente. Num deles, aliás, a noiva estava com um véu cor de vinho e vestido furtacor. Coisas da Itália...
Agora voltei pro albergue e to esperando uma mulherzinha aqui liberar a tomada pra eu não ficar gastando a bateria do laptop. E todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite...
Ah, o albergue: Alessandro Downtown. Bem perto da Termini, a estação de trem, de pontos de ônibus e estações de metrô, mercado e McDonald’s. O staff é gente boa, mas não fui com a cara de um indiano de cabelo modernoso que acha que a gente fala espanhol no Brasil. Aqui é CHEIO de brasileiros e isso é bem divertido. Ponto muito negativo: as janelas dos quartos são trancadas e só existe um ventilador de teto sem-vergonha que demora horas pra dar uma volta completa. Acabei de perguntar pro indiano da recepção qdo eles vão comprar um ar condicionado e ele respondeu que pode ficar me abanando se eu pagar 2 euros por hora. Preciso falar da minha vontade em mandar ele à merda_
Alguém pede por favor pro meu pai NÃO LIGAR PRO ALBERGUE e SÓ LIGAR PRO CELULAR! Minha imagem de mulher madura e independente vai por água abaixo qdo deixam um recadinho na porta do meu quarto dizendo “Marcela: ligar de volta pro seu pai”.
quinta-feira, setembro 03, 2009
Roma - Jesus, me abana!!!
Enfim. Ontem chegou aqui o Bruno, amigo do Marcelo, o outro brasileiro que eu conheci qdo cheguei aqui. E aí que formamos uma equipe ótima de turistas desbravadores de Roma. Passamos a manhã entre ruínas do Fórum romano e do Palatino. Um desafio e tanto visto que o sol que faz nessa cidade é uma coisa inimaginável. Sério. Eu moro no Rio, to acostumada com altas temperaturas, mas Roma tá de sacanagem!
As energias acabaram num instante. Paramos pra comer uma pizza num quiosque que tem pela cidade inteira, tipo cartel. E a pizza é uma coisa enorme dobrada ao meio. Logo depois, coliseu, um dos lugares mais incríveis e inacreditáveis que eu já vi na vida. Talvez o maior de todos. Que imponência!!! Aliás, Roma é uma cidade imponente demais. E é um lugar que te deixa meio perdido, sem saber se vc tá no passado ou no presente. Tem prédio ao lado de ruínas. Vc anda na calçada, olha pro lado e... ruína! Nossa, é muita viagem. Lembro que em Londres fiquei doida qdo entrei numa igreja de mil anos. Aí vc chega em Roma e as coisas são de um século antes de Cristo. É como se a cidade te pegasse pela gola e dissesse: “Ah, quer ver história__ Então senta que lá vem a história”!
E aqui eu peço o tempo todo pra Jesus me abanar. Não só pq o sol tá castigando, mas pq essa cidade E-XA-GE-RA na quantidade de homens bonitos, lindos, espetaculares, charmosos... Hj eu quase tive um treco a cada esquina pq vi:
- O policial mais lindo do planeta
- O gari mais lindo do planeta
- O garçom mais lindo do planeta
- O vendedor de mercearia mais lindo do planeta
- O fotógrafo de casamento mais lindo do planeta
Cara, isso é uma putaria!!!! Por que esses italianos gatos não vão pro Brasil, gente_ Eu preciso ficar mais tempo aqui pra arranjar um marido gato prtos meus filhos nascerem gatos! Meu pé tá uma coisa horrível. As canelas, as costas, os ombros, tudo. E é apenas o terceiro dia de uma viagem de um mês. Hahahahaha (riso de nervoso).
O que importa é que Roma é foda. E que me dá uma alegria imensa por dentro perceber que eu consegui chegar aqui e estou podendo curtir tudo isso com gente tão bacaaaaaaana (que nem a Juliaaaaaaaaaaaaana, que tem 25 aaaaaaaaaaaaaaanos – piada interna). Mas não consigo parar de pensar no garçom e no fotógrafo. Vou sonhar com os dois chegando no meu ouvido e falando “Ciao, bella”! Me morro.
terça-feira, setembro 01, 2009
Roma - Derretendo por dentro
Por causa da falta de passatempo, resolvi tomar um vinho pra ver se dava sono. Aí o seu moço aeromoço parou o carrinho, olhou pra mim e sorriu. Eu mandei “vinho tinto, por favor”. Só que era hora de escolher a comida!!! Super simpático, mas certamente pensando “Pronto. Mais uma bêbada!”, olhou pra mim e disse “Sim, mas a senhorita quer frango ou massa_” . Legal. Cortei a fitinha e inaugurei a versão 2009 do “pagando mico nas férias”. O segundo mico foi na conexão Paris-Roma, em que eu sentei toda linda com minha malinha da Playboy TV ao lado de um padre e de uma freira. Tipo “por favor, me tirem daqui”. Mas aí me trocaram de lugar com uma outra freirinha que queria ir sentadinha do lado da coleguinha. Aí sentei ao lado de um brasileiro que falava mal das comissárias e gritava “que bom que tiraram a freira daqui pq esse negócio de freira não dá sorte não”. Ok, deixou a educação no Brasil.
Tá, então o que importa é que eu cheguei a Roma depois de 12 horas voando e apenas duas dormindo!!! Já comecei bem. Aí vc sai do aeroporto com malas super pesadas (não entendi essa minha capacidade de fazer mala mais pesada que do ano passado) e pega um trem pra estação no centro de Roma. E o trem não tem ar condicionado. Nem janela. Vc olha pro lado e só vê gringos derretendo. E tem vontade de matar o fdp que cobra 11 euros num bilhete de trem-estufa. E fica mais puto ainda qdo salta bonitinho na estação e vai andando pro lado errado, com as malas mais pesadas e escorregando da sua mão ensopada de suor. E a Itália nessa época alcança umas temperaturas de 35 graus com sensação térmica de 50. Isso na rua, pq no trem era de 65.
Vou parar de contar as roubadas pq senão o povo pensa que eu to odiando essa cidade. Mas eu to amandoooooooooooo!!! Faz muito calor, é uma bagunça sem fim, cheia de motos para todos os lados, um trânsito incompreensível e uma coisa linda a cada esquina pra se apreciar. Vc sai andando a esmo e dá de cara com um obelisco, ou uma ruína, ou uma fonte ou simplesmente um exemplar de habitante encantador dessa cidade abençoada por Deus. Que lugar pra ter tanto homem bonito, credo! Aliás, esse negócio de DNA europeu é coisa de maluco. No voo tinha tanto francês gato que eu quase pedi em casamento um loirinho de olhos pequeno e azuis e sorriso fofo. Ai ai...
Voltando... obviamente mudei meu roteiro e não fiz quase nada que havia planejado pra hj. Já peguei amizade com um brasileiro que tá no meu quarto e foi minha companhia nas andanças. Gente, dá pra fazer muita coisa a pé aqui, exatamente como eu havia pensado. Entramos em zilhões de igrejas e, pra nossa surpresa, todas eram igualmente lindas. Mas de fato todo o ouro do catolicismo não supera o encantamento provocado pela Fontana di Trevi e pelo Coliseu. Amanhã vou conseguir o Coliseu de dia e todas as ruínas. EEEEEE!!! Viva a ruína!!! Muito sono! Beijomeescreve.
segunda-feira, julho 13, 2009
Preparando a próxima
Impressionante como eu nunca pensei que algum lugar pudesse ser pior que Paris pra conseguir um albergue legalzinho (“legalzinho” não é “foda”, veja bem). E eis que surge Veneza na minha vida. A cidade das águas e das pensionatas pobrinhas e com diárias inversamente proporcionais à quantidade de asfalto por lá. E como eu reservei pouquinho tempo pra ela, vamos nessa pra um alberguinho perto do centro indicado por um extenso universo de... duas pessoas no Orkut. Pelo menos é perto da estação de trem e, dessa vez, eu tô priorizando demais essas facilidades.
Coisa boa de segundo mochilão é ter na memória todos os perrengues passados no primeiro. Pegar avião pra ir de uma cidade à outra me parece furada. Os aeroportos são afastados do centro e os voos mais baratos costumam ser em horários desagradáveis, tipo 5h da manhã. Agora vou fazer tudo de trem, aproveitando que a geografia da Europa permite isso, vc ainda ganha umas paisagens bem bacanas de bônus e – o mais importante – não precisa pegar vários transportes e andar vários quilômetros carregando bagagem, pois geralmente os terminais de trem são bem no meio da cidade. Esse pecado eu não cometo mais! Obrigada, Senhor, pelos trens da Europa.
quarta-feira, maio 13, 2009
O velho e o novo
Estava lendo um dos posts abaixo em que eu falava sobre a falta que sentiria da minha casa em Botafogo depois que me mudasse. A verdade é que hoje, um mês e meio depois da mudança, parece que eu NUNCA morei lá. Juro. Cara, como a vida muda em tão pouco tempo. Eu passo de ônibus por Botafogo e não me identifico at all! Acho até meio feinho, bagunçadinho, velhinho. Até porque, né gente, depois que a pessoa mora perto da praia não quer outra vida. E eu estou um sebo.
Aí hoje resolvi fazer algo novo e diferente. Acordei uma hora mais cedo pra poder curtir um pouquinho da praia antes do trabalho. Que vidinha mais ou menos... um solzinho delícia, mar sem ondas, água limpinha. Nossa, impressionante o que um simples tibum matinal é capaz de fazer com o nosso humor no resto do dia. Preciso fazer isso mais vezes.
E pra falar em velho, as férias estão chegando de novo (Deus é mais!) e eu vou me mandar novamente pro Velho Continente. Porque a vida é muito mais feliz quando eu vou pra lá. Portanto, em breve, este humilde blog será atualizado com mais freqüência.
Pensamento do dia:
90 pessoas pegaram gripe suína e todo o mundo quer usar máscara. Mais de dez milhões de pessoas têm Aids e ninguém quer usar camisinha.
Pense nisso...
quinta-feira, março 05, 2009
Desatando os nós
Como previsto, o Carnaval foi ótimo e extremamente cansativo. Cinco escolas, uma delas em Sampa. E no sábado eu já queria desistir de metade delas. Mas sou brasileira e não desisto nunca. Mancha Verde foi uma experiência interessante; Tuituti eu quase não cheguei a tempo; Rocinha eu quase não respirei com aquele nariz de palhaço; Tijuca eu quase morri de vergonha com a feiúra da escola; Salgueiro, minha paixão, minha raiz, me deixou tensa desde o momento em que acordei. A roupa era pesada, o chapéu estava esmagando meu crânio, o clima estava tendo, dois carros tiveram problemas pra entrar na avenida, um buraco se abriu na nossa frente, o samba era chato... saí arrasada do desfile, achando que nós não voltaríamos nem no Desfile das Campeãs.
Nunca tive uma quarta-feira tão surpreendente. Tentei não assistir à apuração, mas foi mais forte que eu. E no final (aliás, desde o início)... SALGUEIRO CAMPEÃO!!!!!! Para!! Não foi a Beija-Flor, não foi a Vila. Foi a MINHA escola! E a Silva Teles estava o fervo, literalmente! Ô caloooor!!! E eu só lembrava do último campeonato do Sal, em 1993, quando meu pai, bem distante da sanidade, me levou pra comemorar o título na quadra. E agora to aí, fazendo parte dessa história.
Mas vamos em frente pq não dá tempo nem de respirar e esticar as pernas. Vou me mudar e isso engloba uma série de coisas insuportáveis: procurar apartamento numa cidade abarrotada feito o Rio; pensar se vai dar pra viajar nas próximas férias; praticar o desapego da casinha atual, onde moro há 4,5 anos e está tudo arrumadinho.
Tô cansada. Estressada. Minha cabeça não sossega. Tô com medo, insegura, com saudades. Muitas dúvidas. Mas confiante e feliz com o que está por vir.
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Não para! Não para!
Pra quem é ritmista de escola de samba, esses quatro dias de fevereiro representam o fim. Aliás, o ápice e o fim. É como sexo. Você fica um tempão nas preliminares, rola pra lá, rola pra cá, vira cambalhota, planta bananeira e... pá-pum. Igualzinho. A gente ensaia desde maio (!!!) – dez meses! -, canta, dança, pula, se estressa, sua em bicas, ouve nove milhões de vezes o mesmo samba (sendo ele bom ou péssimo), reclama, ri, abraça, fica doente, melhora, não dorme e fica doente de novo. Tudo para vestir uma fantasia muito quente, com chapéu que aperta nosso crânio, e passar uma hora e meia tocando sem parar. Nesse momento, pouco importa o sacrifício, pois nada paga a emoção de fazer a curva da concentração pra pisar na avenida e ver o povo do setor 1 ir à loucura quando a bateria sobe. Carnaval é orgasmo.
Por isso, muitas vezes desfilar em uma escola só não é suficiente. Porque a gente, que é viciado, faz de tudo pra postergar esse momento de prazer o máximo que der. Todo ano eu prometo a mim mesma que vou diminuir o número de escolas, que só venho no Salgueiro e... mentira! Eu só faço aumentar a quantidade, tá foda! Fredinho, meu amigo lindo do G1, fez até uma matéria sobre isso (veja aqui). Em 2009, abra a cervejinha e sente no sofá, pois você vai ter muitas chances de me ver dando pinta na TV. Olha o cronograma:
Sexta, 20 – Mancha Verde (Sim! Minha estréia em São Paulo! hahaha...)
Sábado, 21 – Tuiuti e Rocinha
Domingo, 22 – Unidos da Tijuca (fantasia maneira!)
Segunda, 23 – Salgueiro, minha paixão, minha raiz... (showcalho foda!)
Terça, 24 – Por enquanto, só quero assistir.
Quarta, 25 – Acordo às 17h
Sábado, 28 – Desfile das Campeãs (ainda resta uma esperança)
É, amiguinho. Relaxa e goza.
Bom Carnaval!
Para ler ouvindo: "O seu prazer tá na TV", o samba-enredo da Playboy do Brasil, que nasceu com muito sacrifício de nossa equipe.
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Subcelebridades
Terça eu conheci o Diego Alemão.
Tô com muito medo do que está por vir.