25 Abril 2010 – Último dia na Patagônia, resolvemos fugir da neve (já deu, né?) e fazer um passeio diferente: 4 x 4 nas montanhas (ou “balcones”, como preferir) que ficam atrás da cidade. E o espírito de aventura que não largou meu corpinho nem um minuto!
O guia gente boa buscou todo mundo em seus respectivos hoteis e nosso grupinho-de-excursão-de-colégio foi formado por nós e mais dois casais de meia-idade. Medo de termos embarcado numa aventura geriátrica, mas mordi minha própria língua dois minutos depois das apresentações iniciais, momento em que nos tornamos amigos para sempre.
Deserto. Praticamente um desenho do Papa-Léguas. O jipe subia por uns caminhos bizarros, curvas sinuosas que beiravam o abismo. Uma das mulheres do grupo fechava os olhos e se encolhia de desespero. Enquanto isso, Alfredo e Marta, casal de médicos de Buenos Aires que hoje mora no meu coração, falavam alto e riam de tudo. Hilário! Caraca, eles eram muito animados! Amei!
A primeira parada é incrível, bem no alto da montanha, de onde se tem uma vista espetacular do Lago Argentino e dos picos nevados. Aí o guia começa a explicação: “Há não sei quantos zilhões de anos, quando todo esse lugar aqui ficava embaixo d’água...”. Peraí. Como assim?? Que água?? Pois é, minha gente, o lugar onde hoje tudo é marrom e seco, com vegetação fraca e rasteira, já foi lindamente um habitat aquático. Prova disso são as conchas e mariscos fossilizados em algumas pedras que vimos por lá. E eu que não dava nada por esse passeio já estaria quicando de empolgação, não fosse o frio absurdo que faz lá em cima.
Então por que aqui é deserto se logo ali adiante há montanhas nevadas? Simples. Porque o ar frio vem todo serelepe do Pacífico até encontrar a Cordilheira dos Andes. Aí os dois ficam na maior sacanagem e faz-se a neve. E aí a amada montanhinha em que nos encontramos, e algumas outras amiguinhas, ficam chupando dedo e tudo o que lhes resta é o arzinho seco, tadinhas.
Continuando a aventura, paramos para caminhar pelo “Labirinto de piedras” que, como o nome diz, é... um labirinto de pedras. Duh. Uma região com umas formações rochosas enormes e diferentes de tudo que eu já havia visto. Minha total ignorância geológica me impede de ir adiante na informação, mas sei dizer que é muito lindo! No chão, a areia cheia de buracos que são tocas de animais. Aí você olha pro lado e vê uma lebre fofa saltitante. Um lugar imenso, que transmite paz. O único som é o do vento.
Ali perto, enquanto a gente gastava toda a bateria da câmera, há um acampamento onde os guias já estavam todos na ativa preparando nosso almoço: bifes deliciosamente macios (viva a carne argentina!) no pão com tomate. Nossa, e o cheiro daquela carne na chapa era tão bom que também atraiu duas raposas que ficaram próximas da gente tentando garantir a refeição do dia. E eu achando que raposa era selvagem e atacava galinheiros. Essas pareciam dois cachorrinhos e vinham bem perto das mesas pegar uns restos de comida. E eu me sentindo o Indiana Jones! Depois, o cafezinho estupidamente quente era tudo o que eu precisava pra tentar reanimar meus músculos semi-congelados. E a última parada foi nas pedras dos “sombreros”, um outro tipo de formação em que a rocha parece estar coberta de chapéus de mexicano.
Ainda era cedo quando voltamos ao hostel, mas o check-out já estava feito e restavam algumas horas até o embarque. Alugamos duas bicicletas e saímos pedalando pela cidade vazia (porque era domingo e estava bem no horário da siesta – levada a sério por aqui). E foi tão legal me despedir dessa cidade fofa com uma pedalada às margens do lago e na avenida Libertador, e lembrar dos dois dias que passei ali (e pareceram muito mais, juro). Adorei Calafate! Indico a todo mundo!
Posso estar sendo repetitiva nos adjetivos, mas não há outra maneira de expressar. A Patagônia é linda demais! Diferente das outras viagens que fiz. Aqui é a natureza em seu estado mais puro, mais amplo, mais magnífico. Faz você se sentir mínimo e insignificante e, ao mesmo tempo, feliz e orgulhoso por fazer parte desse todo. Não quero parecer ativista do Greenpeace, mas também não tenho como deixar de ressaltar como o nosso planeta é maravilhoso e como a gente precisa cuidar bem dele. Toda viagem me faz crescer de alguma forma e essa me surpreendeu pela força, pelo poder da natureza. Fez bem pros olhos e pro coração. Gente, e é tão pertinho do Brasil!! Tá esperando o quê?
Beijos pra mãe natureza!
Apoio: Mundo Verde (tô brincando! rsrsrs)
PS: O próximo post é um bonus track.
quinta-feira, maio 06, 2010
quarta-feira, maio 05, 2010
El Calafate (Patagônia) - Perita em Morenos
24 Abril 2010 – Minha vontade de conhecer a Patagônia surgiu assim que vi as fotos do meu super amigo Bruno no Glaciar Perito Moreno. Foi bater o olho e sentir: “Preciso ir a esse lugar”. Não sabia que seria logo, mas essa introdução foi só pra vcs entenderem a magnitude do dia de hoje. O dia do Perito Moreno.
De Calafate à geleira são 80km de distância. Mais ou menos uma hora de viagem com paisagens inacreditáveis de deserto, neve e as águas verdes do Lago Argentino. Coisa linda de Deus. Reservamos o passeio na véspera, diretamente na Hielo y Aventura, agência responsável pelas excursões e que fica na avenida principal da cidade, bem facinho de encontrar. O ônibus da empresa busca e depois deixa todo mundo na porta dos hoteis. Pudera. Esse foi o passeio mais caro de toda a viagem. Mas valeu a pena cada centavinho.
Chegamos ao parque nacional (com entrada que se paga à parte, lá na hora, 75 pesos pra estrangeiros) e, numa paradinha estratégica para aquele pip’s emergencial, adivinha quem encontramos? Aquela belíssima família de Ushuaia, toda trabalhada na feiúra, gente! Ai, que susto! Hahaha! Bom, aí mais à frente a turistada desce toda do ônibus e pega um barco. E nesse caminho eu já estava me sentindo o Amir Klynk, navegando por águas gélidas, pequenos icebergs e muitos pedacinhos de gelo. E eis que ele surge, o Perito, ainda ao longe, mas já imponente. E quanto mais nos aproximávamos e íamos percebendo a extensão do bicho, mais impressionante se tornava. O povo do barco alternava momentos de silêncio contemplativo com alguns “Ooooohhhh!!!” de completa perplexidade.
A caminhada começa ainda em terra, por uma trilha no bosque que leva ao glaciar. Aquela vontadezinha quase incontrolável de sair correndo e me jogar naquele gelo todo, nossa! Mas antes tem que calçar os “crampones”, aqueles sapatos com a sola cheia de pinos que proporcionam a aderência de nossos lindos pezinhos na neve. O guia também dá uma aulinha rápida sobre os princípios básicos dos crampones (pés sempre afastados, passos firmes, desça com passinhos curtos, suba com pés abertos feito pinguim). Fácil, não?
Não. O gelo aqui é duro. Muito mesmo. Não é aquela neve fofa que a gente usou pra fazer bonequinho no Glaciar Martial. É um gelo antigo. Segundo o guia, a neve da parte frontal do Perito Moreno (a que se desprende constantemente) tem entre 300 e 500 anos!! E que a altura da parede, contando a parte que está submersa, é equivalente à de um prédio de 20 andares! Ou seja, Morenão não está de brincadeira. Gente, e o vento? Caraca! Um vento que quase me derrubava quando eu parava pra tirar uma foto. Então o guia vai moldando escadinhas nas partes mais íngremes e todos têm que andar em fila. Eu era a penúltima da fila e, numa dessas, passei por uma ladeirinha cheia de pedrinhas de gelo soltas e confesso que quase realizei minha vontade de beijar o chão. Os crampones não se fixaram na neve, um pé ficou muito perto do outro, os grampos da sola rasgaram a barra da calça (detalhe: alugada!), o coração veio na boca e... eu fiquei lindamente em pé, que nem Diega Hipólyto no fim da apresentação, porque eu sou ninja, cara! Tá achando o quê? Uma moça com excesso de massa corporal não conseguiu fazer a caminhada porque mal conseguia subir a escada pra entrar no ônibus. Mas eu, logo eu, não poderia pagar esse mico e me estatelar naquela imensidão branca. Morenão ficou orgulhoso de mim.
Mas tirando esse pequeno susto, o mini trekking foi uma experiência única. Toda a minha falta de jeito com os sapatos, aquela quantidade tão grande de gelo tão perto de mim, o contraste com o céu, a água que ficava entre as fendas e era de um azul tão magnífico que parecia photoshop, todos os desenhos que o gelo formava, tudo parecia tão irreal que até agora eu duvido que estive realmente lá. Foi ótimo ficar andando toda errada enquanto os guias davam passos enormes, cheios de ginga e desenvoltura. Ah, e ainda celebramos o fim da jornada com um copo de whisky e gelo retirado adivinha de onde? Dali mesmo. Hehehe.
Antes de voltar a Calafate, paramos nas diversas plataformas de observação do glaciar (mais altas, mais baixas, mais próximas, mais distantes...), perfeitas para se ter uma noção um pouquinho maior do tamanho do Morenão. Gente, e que morenão!!! Ai, como era grande!! E ali, de frente praquela paredona azul e branca, presenciamos o desprendimento de um pedação de gelo, que mergulhou na água em câmera lenta logo após um estrondo que parecia trovão. Aí a coisa ficou muito mais divertida porque, a cada estrondo, a gente já buscava em toda a extensão da parede frontal a parte que estava caindo. Esses desprendimentos acontecem o dia inteiro, mas toda hora que víamos dava vontade de pular e ficar apontando que nem criança quando vai ao zoológico pela primeira vez.
Foi tanta emoção que dormi a viagem inteira até Calafate. E assim, lindos, aventureiros e felizes, comemoramos a bênção de conhecer um lugar tão bonito por natureza com uma comidinha sensacional no La Vaca Atada (La Vaca Atolada, segundo o Vlad), restaurante fofo e com o garçom mais simpático e sorridente de toda a Patagônia. Delícia de cordeiro (vale a pena experimentar!) e tiramisu. Huuuuuuummmm...
Beijo, Morenão.
De Calafate à geleira são 80km de distância. Mais ou menos uma hora de viagem com paisagens inacreditáveis de deserto, neve e as águas verdes do Lago Argentino. Coisa linda de Deus. Reservamos o passeio na véspera, diretamente na Hielo y Aventura, agência responsável pelas excursões e que fica na avenida principal da cidade, bem facinho de encontrar. O ônibus da empresa busca e depois deixa todo mundo na porta dos hoteis. Pudera. Esse foi o passeio mais caro de toda a viagem. Mas valeu a pena cada centavinho.
Chegamos ao parque nacional (com entrada que se paga à parte, lá na hora, 75 pesos pra estrangeiros) e, numa paradinha estratégica para aquele pip’s emergencial, adivinha quem encontramos? Aquela belíssima família de Ushuaia, toda trabalhada na feiúra, gente! Ai, que susto! Hahaha! Bom, aí mais à frente a turistada desce toda do ônibus e pega um barco. E nesse caminho eu já estava me sentindo o Amir Klynk, navegando por águas gélidas, pequenos icebergs e muitos pedacinhos de gelo. E eis que ele surge, o Perito, ainda ao longe, mas já imponente. E quanto mais nos aproximávamos e íamos percebendo a extensão do bicho, mais impressionante se tornava. O povo do barco alternava momentos de silêncio contemplativo com alguns “Ooooohhhh!!!” de completa perplexidade.
A caminhada começa ainda em terra, por uma trilha no bosque que leva ao glaciar. Aquela vontadezinha quase incontrolável de sair correndo e me jogar naquele gelo todo, nossa! Mas antes tem que calçar os “crampones”, aqueles sapatos com a sola cheia de pinos que proporcionam a aderência de nossos lindos pezinhos na neve. O guia também dá uma aulinha rápida sobre os princípios básicos dos crampones (pés sempre afastados, passos firmes, desça com passinhos curtos, suba com pés abertos feito pinguim). Fácil, não?
Não. O gelo aqui é duro. Muito mesmo. Não é aquela neve fofa que a gente usou pra fazer bonequinho no Glaciar Martial. É um gelo antigo. Segundo o guia, a neve da parte frontal do Perito Moreno (a que se desprende constantemente) tem entre 300 e 500 anos!! E que a altura da parede, contando a parte que está submersa, é equivalente à de um prédio de 20 andares! Ou seja, Morenão não está de brincadeira. Gente, e o vento? Caraca! Um vento que quase me derrubava quando eu parava pra tirar uma foto. Então o guia vai moldando escadinhas nas partes mais íngremes e todos têm que andar em fila. Eu era a penúltima da fila e, numa dessas, passei por uma ladeirinha cheia de pedrinhas de gelo soltas e confesso que quase realizei minha vontade de beijar o chão. Os crampones não se fixaram na neve, um pé ficou muito perto do outro, os grampos da sola rasgaram a barra da calça (detalhe: alugada!), o coração veio na boca e... eu fiquei lindamente em pé, que nem Diega Hipólyto no fim da apresentação, porque eu sou ninja, cara! Tá achando o quê? Uma moça com excesso de massa corporal não conseguiu fazer a caminhada porque mal conseguia subir a escada pra entrar no ônibus. Mas eu, logo eu, não poderia pagar esse mico e me estatelar naquela imensidão branca. Morenão ficou orgulhoso de mim.
Mas tirando esse pequeno susto, o mini trekking foi uma experiência única. Toda a minha falta de jeito com os sapatos, aquela quantidade tão grande de gelo tão perto de mim, o contraste com o céu, a água que ficava entre as fendas e era de um azul tão magnífico que parecia photoshop, todos os desenhos que o gelo formava, tudo parecia tão irreal que até agora eu duvido que estive realmente lá. Foi ótimo ficar andando toda errada enquanto os guias davam passos enormes, cheios de ginga e desenvoltura. Ah, e ainda celebramos o fim da jornada com um copo de whisky e gelo retirado adivinha de onde? Dali mesmo. Hehehe.
Antes de voltar a Calafate, paramos nas diversas plataformas de observação do glaciar (mais altas, mais baixas, mais próximas, mais distantes...), perfeitas para se ter uma noção um pouquinho maior do tamanho do Morenão. Gente, e que morenão!!! Ai, como era grande!! E ali, de frente praquela paredona azul e branca, presenciamos o desprendimento de um pedação de gelo, que mergulhou na água em câmera lenta logo após um estrondo que parecia trovão. Aí a coisa ficou muito mais divertida porque, a cada estrondo, a gente já buscava em toda a extensão da parede frontal a parte que estava caindo. Esses desprendimentos acontecem o dia inteiro, mas toda hora que víamos dava vontade de pular e ficar apontando que nem criança quando vai ao zoológico pela primeira vez.
Foi tanta emoção que dormi a viagem inteira até Calafate. E assim, lindos, aventureiros e felizes, comemoramos a bênção de conhecer um lugar tão bonito por natureza com uma comidinha sensacional no La Vaca Atada (La Vaca Atolada, segundo o Vlad), restaurante fofo e com o garçom mais simpático e sorridente de toda a Patagônia. Delícia de cordeiro (vale a pena experimentar!) e tiramisu. Huuuuuuummmm...
Beijo, Morenão.
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domingo, maio 02, 2010
Ushuaia / El Calafate (Patagônia) - Extremos
23 Abril 2010 – Nas últimas horas em Ushuaia partimos pro Museu do Presídio. Isso porque, antes de se tornar a cidade que é hoje, Ushuaia era mesmo o fim do mundo, terra gélida e desinteressante. Então construíram um presídio para onde levavam os bandidos de mais alta periculosidade do país. E a galera morria de medo de ir pra lá. Pudera. Vai fugir pra onde? A nado pra Antártida? Aliás, o próprio museu conta histórias de presos que fugiram e se entregaram novamente porque não aguentaram o frio! O material está todo exposto no que eram as celas e, em algumas delas, há bonecos em tamanho real dos presos que viviam ali. Caraca! Eu tomei cada susto inacreditável com aqueles bonecos! Entrava numa cela e achava que era gente de verdade. Medo!
Mas nada supera o medo que tivemos de uma família que chegou lá na mesma hora que a gente pra visitar o museu. Eu sei que julgamento é uma das coisas mais abomináveis da vida, mas que gente feia, meu Deus!!!! Me perdoem, mas eu tive que falar isso.
E chegou a hora de partirmos pra segunda etapa da aventura patagônica: El Calafate. Rachamos o taxi até o aeroporto com dois holandeses do nosso hostel e tive um papo interessante com a menina sobre a ideia que as pessoas de fora fazem de Amsterdam e como a cidade realmente é (careta e famíliar).
O voo atrasou, estávamos mofando na sala de embarque e eis que surge... a família feia! Jesus, ela foi no mesmo avião que a gente. Que sorte. Mas antes a família feia que as três argentinas sentadas na fileira de trás que não calavam a porra da boca! Caceeeeeeeeeeta, elas não paravam de falar, que coisa! E depois de várias paisagens lindas, picos nevados, montanhas e lagos de água verde, chegamos a Calafate. O aeroporto fica bem distante do centro, então você tem duas opções: pegar um taxi com preço fechado de 80 pesos ou pegar uma van, que também te deixa na porta do albergue, por 23 pesos. Hummm, que escolha difícil, hein! NOT. Sério, não consigo entender quem opta pelo taxi (a menos que esteja num grupo de quatro pessoas). Se bem que assim não se corre o risco de pegar a van com as três tagarelas. E é óbvio que nós fomos abençoados com a presença delas mais uma vez. Sempre falando, é claro.
Calafate é uma coisa muito louca. Um lugarzinho no meio do nada, cercado por montanhas que parecem um deserto (com vegetação árida, marrom, seca) e por outras cobertas de neve, um pouco mais ao longe. Parecem duas cidades completamente diferentes, e isso dá um charme todo especial ao local. Que, aliás, é uma graça! Que cidade mais fofa! Tem uma avenida principal, a Libertador, que concentra o comércio e as agências que oferecem vários passeios diferentes. A quantidade de sinais de trânsito é inversamente proporcional ao número de lojinhas de souvenirs que vendem as mesmas coisas.
Almoçamos um frango à parmegiana que não cabia no prato de tão grande que era! Como de costume, pedi uma cerveja local, feita com calafate, a frutinha que dá nome à cidade. Interessante. Ainda reservamos o passeio do dia seguinte e entramos em praticamente todas as lojinhas da Libertador. Às vezes nem era pra ver nada em especial, mas pra fugir do frio mesmo. Uma ótima pedida! E aí voltamos pro hostel, que é maravilhoso! Glaciar Libertador é o nome. Uma casa linda, toda em madeirinha, staff gente boa, internet grátis, quartos bons (estamos em baixa temporada, então está bem vazio). Uma fofura, aliás, como tudo nessa cidade. As casinhas todas parecem de boneca. A única exceção é o cassino, que não tem nada a ver com nada, uma coisa horrorosa, cheio de luzes cafonas, um estilo Las Vegas que realmente não combina com isso aqui.
E amanhã: passeio no Glaciar Perito Moreno!! Ansiedade toma conta da minha pessoa.
Beijo, família feinha!
Mas nada supera o medo que tivemos de uma família que chegou lá na mesma hora que a gente pra visitar o museu. Eu sei que julgamento é uma das coisas mais abomináveis da vida, mas que gente feia, meu Deus!!!! Me perdoem, mas eu tive que falar isso.
E chegou a hora de partirmos pra segunda etapa da aventura patagônica: El Calafate. Rachamos o taxi até o aeroporto com dois holandeses do nosso hostel e tive um papo interessante com a menina sobre a ideia que as pessoas de fora fazem de Amsterdam e como a cidade realmente é (careta e famíliar).
O voo atrasou, estávamos mofando na sala de embarque e eis que surge... a família feia! Jesus, ela foi no mesmo avião que a gente. Que sorte. Mas antes a família feia que as três argentinas sentadas na fileira de trás que não calavam a porra da boca! Caceeeeeeeeeeta, elas não paravam de falar, que coisa! E depois de várias paisagens lindas, picos nevados, montanhas e lagos de água verde, chegamos a Calafate. O aeroporto fica bem distante do centro, então você tem duas opções: pegar um taxi com preço fechado de 80 pesos ou pegar uma van, que também te deixa na porta do albergue, por 23 pesos. Hummm, que escolha difícil, hein! NOT. Sério, não consigo entender quem opta pelo taxi (a menos que esteja num grupo de quatro pessoas). Se bem que assim não se corre o risco de pegar a van com as três tagarelas. E é óbvio que nós fomos abençoados com a presença delas mais uma vez. Sempre falando, é claro.
Calafate é uma coisa muito louca. Um lugarzinho no meio do nada, cercado por montanhas que parecem um deserto (com vegetação árida, marrom, seca) e por outras cobertas de neve, um pouco mais ao longe. Parecem duas cidades completamente diferentes, e isso dá um charme todo especial ao local. Que, aliás, é uma graça! Que cidade mais fofa! Tem uma avenida principal, a Libertador, que concentra o comércio e as agências que oferecem vários passeios diferentes. A quantidade de sinais de trânsito é inversamente proporcional ao número de lojinhas de souvenirs que vendem as mesmas coisas.
Almoçamos um frango à parmegiana que não cabia no prato de tão grande que era! Como de costume, pedi uma cerveja local, feita com calafate, a frutinha que dá nome à cidade. Interessante. Ainda reservamos o passeio do dia seguinte e entramos em praticamente todas as lojinhas da Libertador. Às vezes nem era pra ver nada em especial, mas pra fugir do frio mesmo. Uma ótima pedida! E aí voltamos pro hostel, que é maravilhoso! Glaciar Libertador é o nome. Uma casa linda, toda em madeirinha, staff gente boa, internet grátis, quartos bons (estamos em baixa temporada, então está bem vazio). Uma fofura, aliás, como tudo nessa cidade. As casinhas todas parecem de boneca. A única exceção é o cassino, que não tem nada a ver com nada, uma coisa horrorosa, cheio de luzes cafonas, um estilo Las Vegas que realmente não combina com isso aqui.
E amanhã: passeio no Glaciar Perito Moreno!! Ansiedade toma conta da minha pessoa.
Beijo, família feinha!
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sábado, maio 01, 2010
Ushuaia (Patagônia) - Arriba!
22 Abril 2010 – Para o segundo dia da nossa incrível jornada planejamos uma subida ao Glaciar Martial, que fica bem próximo ao centro de Ushuaia. E o bom de passeio natureza é acordar cedo pra aproveitar o tempo. Aí o relógio despertou às 8h e... ainda estava de noite! Como assim? Eu estava super esperando um solzinho me dando bom dia, olhei pela janela e parecia ser 8h da noite. Levantei achando que alguém estava me fazendo de trouxa, tipo a Amélie Poulin quando fez o moço da quitanda acordar bem mais cedo que de costume.
Para chegar ao Glaciar é fácil: basta pegar um taxi na cidade e ele te deixa no pé da montanha, onde começa a subida. Dá pra ir a pé até esse ponto, mas é um caminho bem demorado. O taxi até lá dá uns 18 pesos (faça a conversão aí e seja feliz. A Argentina é o paraíso dos brasileiros! Nossa moeda vale o dobro, é quase piada). Bom, aí eu avistei aquela paisagem linda, toda branquinha, com neve fresquinha (havia nevado de madrugada), saltei do taxi toda empolgada e quase fui com a cara no chão! Haviam me dito que era tranqüilo andar na neve de tênis, mas não com o MEU tênis, todo trabalhado na sola lisa. Sorte que, próximo dali, há um restaurante/escola de esqui, onde um simpatiquinho chamado Pedro me alugou um par de botas específicas pra neve por 15 pesos (sim, R$7,50!).
Aí a vida foi linda! O caminho de subida pelo bosque foi uma experiência incrível! E eu me dei conta de que toda a neve que havia visto na vida é pinto perto da que estava ali à nossa volta. O chão todo branco, árvores, troncos e pontes cobertos de neve, cachoeiras congeladas. Não parecia real. Parecia mais filme de Natal, e que iríamos dar de cara com a casa do Papai Noel a qualquer momento. Isso porque, na noite anterior, encontramos um canteiro de uma pracinha na cidade coberto com um pouquinho de neve e já foi emocionante, veja só! Ficamos que nem uns paraíbas tirando foto com aquela miséria de gelo na graminha sem ter noção do que veríamos no dia seguinte.
Levamos umas duas horas subindo, tirando um trilhão de fotos e sambando no gelo (sim, como nunca antes na história daquele país!). A paisagem tinha a inacreditável capacidade de ficar ainda mais bonita a cada metro subido. Aquela imensidão branca, o céu que ficava azul às vezes, a vista da Baía de Ushuaia lá embaixo. Mas três momentos específicos ficarão guardados pra sempre na memória. O primeiro era quando a gente andava e o pé afundava tanto que o gelo ia quase até o joelho. Em alguns trechos a camada de neve era tão alta que eu andava engatinhada pra não afundar. Hahahaha! A segunda foi quando eu passei por uma pontezinha e logo na saída tomei o maior escorregão, daqueles que jogam suas duas pernas pra cima e te fazem cair de bunda, que nem desenho animado. Aí o Vlad riu, foi lá me ajudar a levantar e caiu também! Kkkkkkk!! Boludos! E o terceiro era um sonho de criança (culpa do cinema americano, certamente): tirei as luvas, perdi a pouca sensibilidade que ainda tinha nas mãos e fiz com o Vlad o boneco de neve mais cuti-cuti do universo! Cara, meu filhinho de neve era a coisa mais linda, fofa e sorridente que aquele Glaciar já viu. E, como ele marcou nossas vidas, decidimos prestar uma justa homenagem à ascensorista do Galeão e o batizarmos de Osvaldízio (na Argentina se diz “Ôrbaldício”). Afinal, um bonequinho tão belo merecia um nome à sua altura.
Na volta, almoçamos no tal restaurante que abriga a escola de esqui. Uma delícia de prato que era tipo uma sopa com legumes e carne de cordeiro, acompanhado da cerveja local e artesanal Cape Horn. Porque nessa viagem eu inventei que experimentaria todas as cervejas locais, e essa foi a melhor de todas, acredite. Descemos andando até a cidade, passando por vários daqueles hoteis enormes, cheios de neve no telhado e aparentemente vazios, como o do “Iluminado”. Caraca, não chegava nunca! Muito longe, frio, cansaço. A recompensa foi entrar num café/chocolateria e aquecer o coração com um delicioso submarino (barra de chocolate mergulhada no leite quente expresso).
À noite ainda fomos ao pub Dublin, o mais famoso de Ushuaia, onde pegamos amizade fortíssima com duas gaúchas, Raquel e Lu, fofas até dizer chega! Parecia que a gente se conhecia há anos! Bom demais! O garçom sem noção era bem gente boa, e os espanhois mulherengos também eram fanfarrões divertidos. Então eu pedi a cerveja especial do pub, fui botar no copo e era... verde. Tipo água de pântano. Tipo Listerine. Perfeita para celebrar nossa última noite no “fin del mundo”.
Beijo, Osvaldízio!
Mamãe te ama.

Para chegar ao Glaciar é fácil: basta pegar um taxi na cidade e ele te deixa no pé da montanha, onde começa a subida. Dá pra ir a pé até esse ponto, mas é um caminho bem demorado. O taxi até lá dá uns 18 pesos (faça a conversão aí e seja feliz. A Argentina é o paraíso dos brasileiros! Nossa moeda vale o dobro, é quase piada). Bom, aí eu avistei aquela paisagem linda, toda branquinha, com neve fresquinha (havia nevado de madrugada), saltei do taxi toda empolgada e quase fui com a cara no chão! Haviam me dito que era tranqüilo andar na neve de tênis, mas não com o MEU tênis, todo trabalhado na sola lisa. Sorte que, próximo dali, há um restaurante/escola de esqui, onde um simpatiquinho chamado Pedro me alugou um par de botas específicas pra neve por 15 pesos (sim, R$7,50!).
Aí a vida foi linda! O caminho de subida pelo bosque foi uma experiência incrível! E eu me dei conta de que toda a neve que havia visto na vida é pinto perto da que estava ali à nossa volta. O chão todo branco, árvores, troncos e pontes cobertos de neve, cachoeiras congeladas. Não parecia real. Parecia mais filme de Natal, e que iríamos dar de cara com a casa do Papai Noel a qualquer momento. Isso porque, na noite anterior, encontramos um canteiro de uma pracinha na cidade coberto com um pouquinho de neve e já foi emocionante, veja só! Ficamos que nem uns paraíbas tirando foto com aquela miséria de gelo na graminha sem ter noção do que veríamos no dia seguinte.
Levamos umas duas horas subindo, tirando um trilhão de fotos e sambando no gelo (sim, como nunca antes na história daquele país!). A paisagem tinha a inacreditável capacidade de ficar ainda mais bonita a cada metro subido. Aquela imensidão branca, o céu que ficava azul às vezes, a vista da Baía de Ushuaia lá embaixo. Mas três momentos específicos ficarão guardados pra sempre na memória. O primeiro era quando a gente andava e o pé afundava tanto que o gelo ia quase até o joelho. Em alguns trechos a camada de neve era tão alta que eu andava engatinhada pra não afundar. Hahahaha! A segunda foi quando eu passei por uma pontezinha e logo na saída tomei o maior escorregão, daqueles que jogam suas duas pernas pra cima e te fazem cair de bunda, que nem desenho animado. Aí o Vlad riu, foi lá me ajudar a levantar e caiu também! Kkkkkkk!! Boludos! E o terceiro era um sonho de criança (culpa do cinema americano, certamente): tirei as luvas, perdi a pouca sensibilidade que ainda tinha nas mãos e fiz com o Vlad o boneco de neve mais cuti-cuti do universo! Cara, meu filhinho de neve era a coisa mais linda, fofa e sorridente que aquele Glaciar já viu. E, como ele marcou nossas vidas, decidimos prestar uma justa homenagem à ascensorista do Galeão e o batizarmos de Osvaldízio (na Argentina se diz “Ôrbaldício”). Afinal, um bonequinho tão belo merecia um nome à sua altura.
Na volta, almoçamos no tal restaurante que abriga a escola de esqui. Uma delícia de prato que era tipo uma sopa com legumes e carne de cordeiro, acompanhado da cerveja local e artesanal Cape Horn. Porque nessa viagem eu inventei que experimentaria todas as cervejas locais, e essa foi a melhor de todas, acredite. Descemos andando até a cidade, passando por vários daqueles hoteis enormes, cheios de neve no telhado e aparentemente vazios, como o do “Iluminado”. Caraca, não chegava nunca! Muito longe, frio, cansaço. A recompensa foi entrar num café/chocolateria e aquecer o coração com um delicioso submarino (barra de chocolate mergulhada no leite quente expresso).
À noite ainda fomos ao pub Dublin, o mais famoso de Ushuaia, onde pegamos amizade fortíssima com duas gaúchas, Raquel e Lu, fofas até dizer chega! Parecia que a gente se conhecia há anos! Bom demais! O garçom sem noção era bem gente boa, e os espanhois mulherengos também eram fanfarrões divertidos. Então eu pedi a cerveja especial do pub, fui botar no copo e era... verde. Tipo água de pântano. Tipo Listerine. Perfeita para celebrar nossa última noite no “fin del mundo”.
Beijo, Osvaldízio!
Mamãe te ama.
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sexta-feira, abril 30, 2010
Ushuaia (Patagônia) - Pra levantar o austral
21 Abril 2010 – Ushuaia, dizem, é a cidade mais ao sul do planeta. Fica a apenas mil quilômetros da Antártida. Aliás, tem uma placa no porto da cidade com os dizeres “Fin del mundo”. Isso tudo pra dizer que é longe pra caramba. E frio pra caramba. Do avião já é possível avistar montanhas lindas e cheias de gelo. Já em solo, os floquinhos dançam no ar. Já é a terceira vez que vejo neve, mas sempre parece que é a primeira. Sabe criança quando vê algo de que gosta muito e começa a quicar e a bater palminhas? Pois é. Só que eu sou um pouco mais crescidinha e fico me comportando dessa forma.
O aeroporto de Ushuaia é menor que uma rodoviária, mas é tão fofinho, todo trabalhado na madeira, que chega a ser aconchegante. A calefação cria a doce ilusão de que a vida é bela e morninha, mas aí você se posiciona em frente à porta de saída, espera ela abrir automaticamente e... bem-vindo ao refrigerador Electrolux tamanho gigante ligado na potência máxima! Saca “Debi & Lóide” com a melequinha congelada? A sensação é essa. Mas não reclamo não, gente! É muito divertido! Sair dos 38 graus do Rio e chegar a -1 (sem contar o vento glacial) é coisa de doido! Tipo no domingo eu estava na praia e, na quarta, com três meias, duas calças, quatro casacos, duas luvas, cachecol e gorro.
O albergue, Freestyle, fica escondidinho numa rua perto do centro e é muito bom! Quartos com pouca gente, banheiro no quarto, uma copinha tb e o melhor de tudo: o chão é aquecido. Cara, dá vontade de dormir no chão, de afagar o chão, de não sair do chão. Quero um desses na minha casa!
Como a cidade é bem pequena, assim como nosso tempo de viagem, resolvemos fazer um passeio bacana por dia. O escolhido de hoje foi o famoso passeio de barco pelo Canal de Beagle. Reservamos pelo albergue, mas é tranqüilo de chegar no porto, escolher uma das agências, pagar e embarcar. Vários argentinos no nosso barco (aliás, isso é muito maneiro. Os argentinos viajam muito pelo próprio país – coisa que eu não faço muito, confesso), um guia fanfarrão gente boa, chocolate quente, chá (chimarrão) e... PUTA QUE PARIU! QUE FRIO FAZ NAQUELA MERDA!!!!!! Sério, o frio deu de um milhão a zero nos cariocas cheios de marra que não levaram as baixas temperaturas a sério. Praticamente impossível sair de dentro da cabine aquecida, mas aí a gente releva isso e dá um pulinho lá fora pra ver de perto o Faro Les Eclesieures (que marca a entrada da Baía de Ushuaia), as colônias de cormorones (aves) e os leões marinhos, que são muuuuuuuuito fofinhos, brincam, jogam toda a sua banha nas pedras, dormem de barriga pra cima e fazem uns barulhos esquisitos. Apaixonei profundamente! Uma pena os amigos pinguins não estarem lá essa época.
Coisas que não entendo: 1) uma criatura que ficou todo o tempo na parte de fora do barco, se deliciando com aquele friozinho que congela a alma. Os músculos da face não moviam um milímetro. Não é possível que não estivesse sofrendo. Ele TINHA que estar sofrendo. Segundo o Vlad, lembrava o Michael Jackson; 2) tudo bem que é costume e tal, mas como pessoas que não se conhecem e não sabem a procedência umas das outras botam a boca no mesmo canudinho de chimarrão? E sapinho? E herpes? E só o nojinho, não basta?
Pouco antes do fim do passeio, que dura umas 4 horas, o barco para numa ilha e o povo sai pra caminhar e conhecer a história dos povos que viviam ali e se alimentavam de mariscos (os fósseis comprovam). Foi onde o frio atingiu seu ápice. Casaco de lã parecia camiseta. Quem fizer esse passeio, por obséquio, vá de casaco impermeável. Grata.
À noite andamos pela cidade (ok, pela Av. San Martin, que é a principal) e, por indicação do “Ras” (abreviação de “rasta”), o maluco rastafári da recepção do hostel, vencemos o frio com uma deliciosa sopinha de abóbora com parmesão num restaurante fofo chamado “Sabores patagônicos”. E ainda aprendi que abóbora em espanhol é calabaza. Porque eu perguntei pro garçom o que significava aquilo no cardápio e ele foi lá no Google do caixa pra conseguir traduzir: “Abobôra”, ele disse. Fofo.
Beijo na calabaza.



O aeroporto de Ushuaia é menor que uma rodoviária, mas é tão fofinho, todo trabalhado na madeira, que chega a ser aconchegante. A calefação cria a doce ilusão de que a vida é bela e morninha, mas aí você se posiciona em frente à porta de saída, espera ela abrir automaticamente e... bem-vindo ao refrigerador Electrolux tamanho gigante ligado na potência máxima! Saca “Debi & Lóide” com a melequinha congelada? A sensação é essa. Mas não reclamo não, gente! É muito divertido! Sair dos 38 graus do Rio e chegar a -1 (sem contar o vento glacial) é coisa de doido! Tipo no domingo eu estava na praia e, na quarta, com três meias, duas calças, quatro casacos, duas luvas, cachecol e gorro.
O albergue, Freestyle, fica escondidinho numa rua perto do centro e é muito bom! Quartos com pouca gente, banheiro no quarto, uma copinha tb e o melhor de tudo: o chão é aquecido. Cara, dá vontade de dormir no chão, de afagar o chão, de não sair do chão. Quero um desses na minha casa!
Como a cidade é bem pequena, assim como nosso tempo de viagem, resolvemos fazer um passeio bacana por dia. O escolhido de hoje foi o famoso passeio de barco pelo Canal de Beagle. Reservamos pelo albergue, mas é tranqüilo de chegar no porto, escolher uma das agências, pagar e embarcar. Vários argentinos no nosso barco (aliás, isso é muito maneiro. Os argentinos viajam muito pelo próprio país – coisa que eu não faço muito, confesso), um guia fanfarrão gente boa, chocolate quente, chá (chimarrão) e... PUTA QUE PARIU! QUE FRIO FAZ NAQUELA MERDA!!!!!! Sério, o frio deu de um milhão a zero nos cariocas cheios de marra que não levaram as baixas temperaturas a sério. Praticamente impossível sair de dentro da cabine aquecida, mas aí a gente releva isso e dá um pulinho lá fora pra ver de perto o Faro Les Eclesieures (que marca a entrada da Baía de Ushuaia), as colônias de cormorones (aves) e os leões marinhos, que são muuuuuuuuito fofinhos, brincam, jogam toda a sua banha nas pedras, dormem de barriga pra cima e fazem uns barulhos esquisitos. Apaixonei profundamente! Uma pena os amigos pinguins não estarem lá essa época.
Coisas que não entendo: 1) uma criatura que ficou todo o tempo na parte de fora do barco, se deliciando com aquele friozinho que congela a alma. Os músculos da face não moviam um milímetro. Não é possível que não estivesse sofrendo. Ele TINHA que estar sofrendo. Segundo o Vlad, lembrava o Michael Jackson; 2) tudo bem que é costume e tal, mas como pessoas que não se conhecem e não sabem a procedência umas das outras botam a boca no mesmo canudinho de chimarrão? E sapinho? E herpes? E só o nojinho, não basta?
Pouco antes do fim do passeio, que dura umas 4 horas, o barco para numa ilha e o povo sai pra caminhar e conhecer a história dos povos que viviam ali e se alimentavam de mariscos (os fósseis comprovam). Foi onde o frio atingiu seu ápice. Casaco de lã parecia camiseta. Quem fizer esse passeio, por obséquio, vá de casaco impermeável. Grata.
À noite andamos pela cidade (ok, pela Av. San Martin, que é a principal) e, por indicação do “Ras” (abreviação de “rasta”), o maluco rastafári da recepção do hostel, vencemos o frio com uma deliciosa sopinha de abóbora com parmesão num restaurante fofo chamado “Sabores patagônicos”. E ainda aprendi que abóbora em espanhol é calabaza. Porque eu perguntei pro garçom o que significava aquilo no cardápio e ele foi lá no Google do caixa pra conseguir traduzir: “Abobôra”, ele disse. Fofo.
Beijo na calabaza.
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quarta-feira, abril 28, 2010
Uma noite em Buenos Aires
20 Abril 2010 - Meio estranha essa coisa de viajar pro exterior numa terça depois do trabalho e estar de volta logo na segunda seguinte. Passar só cinco dias no “estrangeiro” é pra gente esnobe, e eu já to quase vestindo essa carapuça.
Mas o que importa é que, depois de uma carona bacana com Manu e Vlad da Barra até o Galeão, chegamos ao aeroporto e nos deparamos com a ascensorista. Não lembro o rosto dela, não lembro nada nela, pois, ao entrarmos no elevador, tudo que conseguíamos enxergar era seu crachá, que trazia um bonito nome: Osvaldízia. Não preciso nem comentar que foi o desafio-mor da vida tentar não explodir numa gargalhada. Sério, como uma mãe dá um nome desses pra filha? Porra, mãe da Osvaldízia!!! Osvaldízia???
E enquanto a fila do check-in da Aerolineas corria às mil maravilhas, Manu passou horas no check-in da Gol, um espetáculo de empresa que prima pela organização e pelo respeito aos seus clientes.
Encontramos Aninha na sala de embarque, fofucha indo pra Buenos com o maridão no mesmo avião que a gente. Voo atrasado, e o melhor ainda estava por vir. Todos os passageiros sentadinhos bonitinhos aguardando o embarque. Então surgem duas mulheres e um cara correndo em direção ao portão. E a gente não entendendo nada. Vários segundos depois, uma ser humana, tb correndo, grita “esperem por miiiiiiiiiiiiiiiiim”!!! Desesperada, cheia de sacola do free shop. Sabe quando um Indiana Jones da vida tem que sair correndo pra passar por uma porta que está fechando, e aí a cena fica em câmera lenta? Isso estava acontecendo com a mongolóide da sala de embarque. Ela e os amigos tinham achado que todo mundo já havia embarcado e o portão já tinha fechado. Doidos, ficaram batendo na porta de vidro, ofegantes e sem qq noção. E a pata choca ganhou o carinhoso apelido de BOLUDA!!!!
O voo pra Buenos Aires foi chatão, com exceção de um comissário gato, mas que só de perto era possível ver a quantidade exorbitante de rugas no rosto dele. Fora uma monga que ficava tirando várias fotos naquele ônibus que leva da escadinha do avião até o terminal. Adivinha quem era? Acertou: a Boluda. Porra, Boluda!!!! Mas vcs precisavam ver a recepção emocionante que tivemos ao chegar em terras portenhas. André e Vini venceram o sono e nos aguardaram no Jorge Newbery à 1h30 todos trabalhados no sorriso e nos cartazes de boas-vindas. Gente, foi lindo. Nosso primeiro fervo em terra estrangeira.
Quinze mil horas depois de tentar achar um locker no aeroporto pra deixar as malas – nosso voo pra Ushuaia era só às 7h –, pedimos pro taxista nos levar a um bar ou restaurante bacana. Madrugada. Cidade vazia. Friozinho. E o taxista nos deixou no boteco mais xexelento da história de Buenos Aires! Do tipo que nos fez sair do taxi, olhar um pra cara do outro com vergonha e andar algumas quadras pra encontrar algo mais decente. Muitas milanesas com Quilmes e nenhuma hora de sono depois, voltamos ao aeroporto rumo ao fim do mundo. E apagamos antes mesmo da decolagem.
(Amanhã continua...)
Beijo, Osvaldízia!!
Pra vc não, Boluda.
Mas o que importa é que, depois de uma carona bacana com Manu e Vlad da Barra até o Galeão, chegamos ao aeroporto e nos deparamos com a ascensorista. Não lembro o rosto dela, não lembro nada nela, pois, ao entrarmos no elevador, tudo que conseguíamos enxergar era seu crachá, que trazia um bonito nome: Osvaldízia. Não preciso nem comentar que foi o desafio-mor da vida tentar não explodir numa gargalhada. Sério, como uma mãe dá um nome desses pra filha? Porra, mãe da Osvaldízia!!! Osvaldízia???
E enquanto a fila do check-in da Aerolineas corria às mil maravilhas, Manu passou horas no check-in da Gol, um espetáculo de empresa que prima pela organização e pelo respeito aos seus clientes.
Encontramos Aninha na sala de embarque, fofucha indo pra Buenos com o maridão no mesmo avião que a gente. Voo atrasado, e o melhor ainda estava por vir. Todos os passageiros sentadinhos bonitinhos aguardando o embarque. Então surgem duas mulheres e um cara correndo em direção ao portão. E a gente não entendendo nada. Vários segundos depois, uma ser humana, tb correndo, grita “esperem por miiiiiiiiiiiiiiiiim”!!! Desesperada, cheia de sacola do free shop. Sabe quando um Indiana Jones da vida tem que sair correndo pra passar por uma porta que está fechando, e aí a cena fica em câmera lenta? Isso estava acontecendo com a mongolóide da sala de embarque. Ela e os amigos tinham achado que todo mundo já havia embarcado e o portão já tinha fechado. Doidos, ficaram batendo na porta de vidro, ofegantes e sem qq noção. E a pata choca ganhou o carinhoso apelido de BOLUDA!!!!
O voo pra Buenos Aires foi chatão, com exceção de um comissário gato, mas que só de perto era possível ver a quantidade exorbitante de rugas no rosto dele. Fora uma monga que ficava tirando várias fotos naquele ônibus que leva da escadinha do avião até o terminal. Adivinha quem era? Acertou: a Boluda. Porra, Boluda!!!! Mas vcs precisavam ver a recepção emocionante que tivemos ao chegar em terras portenhas. André e Vini venceram o sono e nos aguardaram no Jorge Newbery à 1h30 todos trabalhados no sorriso e nos cartazes de boas-vindas. Gente, foi lindo. Nosso primeiro fervo em terra estrangeira.
Quinze mil horas depois de tentar achar um locker no aeroporto pra deixar as malas – nosso voo pra Ushuaia era só às 7h –, pedimos pro taxista nos levar a um bar ou restaurante bacana. Madrugada. Cidade vazia. Friozinho. E o taxista nos deixou no boteco mais xexelento da história de Buenos Aires! Do tipo que nos fez sair do taxi, olhar um pra cara do outro com vergonha e andar algumas quadras pra encontrar algo mais decente. Muitas milanesas com Quilmes e nenhuma hora de sono depois, voltamos ao aeroporto rumo ao fim do mundo. E apagamos antes mesmo da decolagem.
(Amanhã continua...)
Beijo, Osvaldízia!!
Pra vc não, Boluda.
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terça-feira, abril 20, 2010
Rumo ao fim do mundo
Estou toda trabalhada na ansiedade. Hj embarco rumo à Patagônia, afinal já estava mais que na hora de eu começar a desbravar esse nosso amado continente. Serão apenas cinco dias (viva Tiradentes! Viva São Jorge!), mas a animação é a mesma de qq viagem que faço. E dessa vez tenho companhia: Vlad, que não é Toddynho, mas é meu companheiro de aventuras (hohoho).
Tô correndo pq é hora do rush e precisamos fazer o trajeto Barra-Galeão no menor tempo possível. Ai, que friozinho na barriga... ok, é o máximo de frio que consigo sentir no momento, com esse calorzinho delícia do Rio. Mas daqui a algumas horas... me aguardem!
Escrevo mais assim que possível. Neve, lobos marinhos, alfajores e vinhos me esperam.
Uhuuuuuuuuuuuuuu!!!!
quinta-feira, março 04, 2010
Dicas - Praga
Praga é tão bonita! E é tão pequenininha que cabe no bolso. Até a Tijuca é maior que Praga! Por isso, dois dias são suficientes para conhecê-la. Mais legal pra ficar andando pelas ruas que entrando nos lugares e, assim meio sem querer, ir descobrindo as atrações. Todas as construções são lindinhas. É extremamente romântica, mas não de uma forma óbvia como Paris. Não vou explicar, tem que estar lá pra sentir. E vale a pena. :) A cidade é dividida ao meio pelo rio Vltava. De um lado ficam as partes nova, velha e judaica. De outro, a colina com o castelo. É possível conhecer tudo andando. Povoada de turistas, principalmente japoneses em excursões gigantes. O melhor da República Tcheca é que a moeda não é o euro, então as coisas costumam ser bem mais baratas que no resto da Europa. Mas é de se espantar ao olhar num cardápio que um cafezinho custa $900. E quase todas as pessoas falam inglês – ou pelo menos se esforçam. São muito simpatiquinhas.
Old Town Square (Staromestské Námestí) – é a praça principal da cidade, onde ficam as atrações que estão em todas as fotos de guias turísticos. A Church of the Lady before Týn (Kostel Matky Bozí Pred Tynem) é a mais famosa e realmente linda, com suas torres que parecem ser o marco da cidade. Logo em frente fica o Old Town Hall (Staromestská Radnice). Pagando uma quantia até barata vc sobe até a plataforma de observação, de onde se tem uma vista incrível da praça, da igreja vizinha e de grande parte de Praga, com seus telhadinhos que parecem de casas de brinquedo.
É abaixo da torre do Old Town Hall que ficam os famosos relógios astrológicos. De hora em hora acontece ali um “showzinho” com bonequinhos e isso atrai uma quantidade inacreditavelmente enorme de turistas, que se espremem e se acotovelam pra conseguir tirar foto do “espetáculo”, que dura um minuto, no máximo. Mas é bonitinho. Podem ir! E é de graça.
Powder Gate (Prasna Brána) – Um dos portões de entrada da cidade. Não subi, mas mediante pagamento é possível chegar a uma plataforma de observação. De qq forma, acho que vale mais a pena subir no Old Town Hall (ver acima).
Jewish Quarter (Josefov) – A principal atração da região é o cemitério, com suas lápides desorganizadas. Mas acho que o ingresso tb vale pra sinagoga. Confesso que não quis pagar pra conferir. Achei um pouco demais pagar pra conhecer cemitério. Mas aí entra a dica da brasileira espertalhona (e pão-dura): acompanhem o muro até a parte de trás do cemitério, subam num degrauzinho e tirem várias fotos. For free! Hehehe...
Outro prédio bonito por perto é o Rudolfinum, a sede da Filarmônica, e ali tem concertos e óperas praticamente todo dia. A parte de cima da fachada tem estátuas de compositores famosos, como o Beethoven.
Castelo (Prazský Hrad) – Levem água, pois a caminhada até o topo da colina, onde fica o castelo, é puxadinha. A maior atração do castelo são os guardas, que ficam imóveis durante uma hora inteira enquanto a turistada fica do lado tirando toda sorte de fotos. É hilário e dura até a hora seguinte, quando acontece a cerimônia de troca de guardas (bem mais rápida que a de Londres). A área do castelo tb engloba a St. Vitrus Cathedral (Katedrála Sv. Víta), uma catedral linda com banheiros novos e limpos logo ao lado (essa informação é importante! Depois de tanta subida e água pode ser necessário...).
Na mesma colina, se vcs pegarem um caminho alternativo, vão chegar num parque lindo, cheio de árvores e sombras, banquinhos para descansar e a Petrín Tower, uma torre baseada na Eiffel. Vale o passeio!
Kampa Island – é uma ilhazinha micro no meio do rio Vltava, com ruas mais calminhas, casas fofas, restaurantes mais carinhos e até um moinho d’água (não sei se o nome é moinho mesmo, mas enfim).
Charles Bridge (Karlúv Most) – é a ponte mais famosa da cidade, ornamentada com estátuas cristãs. Tem arcos belíssimos nas entradas e vários artistas (de músicos e pintores a adestradores de ratos (!)) em toda a sua extensão. Fica bem cheia sempre, pois é pra lá que as pessoas vão para apreciar a vista e ver o pôr-do-sol. Vcs vão passar por ali várias vezes!
Wenceslas Square (Václavské Námestí) – fica na região da New Town. É uma praça com um monumento famoso no meio de uma avenidona. Atrás dessa praça fica o National Museum (Národní Muzeum). Mesmo que vcs não vejam nenhuma exposição, vale a pena entrar pra conferir o interior do prédio, que é maravilhoso!
Wallenstein Palace and Garden (Valdstejnský Palác) – Não entrei no palácio, mas a fachada dele e o jardim são lindos! Ah, e o jardim gratuito. Tem fontes ornamentadas com esculturas, e pavões e faisões pastando no gramado, coisa bonita. Mas o mais bacana fica láááá no final do jardim: um muro bem bizarro, Dripstone Wall, que lembra o interior de uma caverna. O autor do muro escondeu ali no meio umas estátuas de animais (cobra, macaco, quati etc.) e o pessoal fica brincando de tentar encontrá-las.
Fachadas – andar por Praga e ficar observando as construções é a melhor coisa que existe. Há pinturas nas fachadas que parecem ter vida e mais de uma dimensão. São um barato! Em alguns casos é possível ver a mistura do antigo com o modernoso (como no National Theatre – Národní Divadlo) ou até o “só modernoso”, como o “The Fred and Ginger Dancing Building”, um edifício louco, todo torto, que fica em frente ao rio, na altura da ponte Jirásküv most.
No meio da caminhada, parem numa barraquinha e adquiram um delicioso pão com lingüiça e mostarda preta. Aproveitem tb para entrar numa loja de chapéus ou numa das dezenas de lojas de marionetes. A sensação é de estar num quarto de criança e a vontade que dá é de comprar tudo!
Comida - Por falar em comida, a República Tcheca tem umas coisinhas muito especiais. Carne com molho de chantilly é um dos exemplos. Juro que eu gostei disso! Indico um restaurante muito bom de comida típica chamado “U Kalicha” - http://www.ukalicha.cz/ -, que fica na área da New Town. Experimentem o roasted pork, que vem acompanhado de um “pão” muito esquisito (mas que é típico tb! Vale pela experiência antropológica, que nem o chantilly). Aproveitem para pedir a caneca de 1 litro de cerveja e divirtam-se com os músicos que saem da cozinha cantando e tocando canções regionais (bom, acho que são regionais, mas não entendi a letra...).
Se estiver frio, sugiro fortemente uma sopa. Na Dlouhá (estando na Old Town Square, de costas pra Church of the Lady before Týn, é a rua à sua direita) fica a "Steakhouse Mama Lucy" - http://www.mamalucy.cz/indexa.html . Não é um lugar específico de sopas, mas o ambiente é aconchegante e o cardápio tem uma de espinafre com parmesão que é uma delíííícia e aquece o coração.
E ainda (coisas que não fiz, mas me indicaram): Museu do Comunismo, que fica em cima de um McDonald’s (!); Museu do Mucha; Museu de Franz Kafka (só fui até o jardim, que tem uma escultura hilária de dois homens fazendo xixi); jantar num barco no rio, como em Paris.
Old Town Square (Staromestské Námestí) – é a praça principal da cidade, onde ficam as atrações que estão em todas as fotos de guias turísticos. A Church of the Lady before Týn (Kostel Matky Bozí Pred Tynem) é a mais famosa e realmente linda, com suas torres que parecem ser o marco da cidade. Logo em frente fica o Old Town Hall (Staromestská Radnice). Pagando uma quantia até barata vc sobe até a plataforma de observação, de onde se tem uma vista incrível da praça, da igreja vizinha e de grande parte de Praga, com seus telhadinhos que parecem de casas de brinquedo.
É abaixo da torre do Old Town Hall que ficam os famosos relógios astrológicos. De hora em hora acontece ali um “showzinho” com bonequinhos e isso atrai uma quantidade inacreditavelmente enorme de turistas, que se espremem e se acotovelam pra conseguir tirar foto do “espetáculo”, que dura um minuto, no máximo. Mas é bonitinho. Podem ir! E é de graça.
Powder Gate (Prasna Brána) – Um dos portões de entrada da cidade. Não subi, mas mediante pagamento é possível chegar a uma plataforma de observação. De qq forma, acho que vale mais a pena subir no Old Town Hall (ver acima).
Jewish Quarter (Josefov) – A principal atração da região é o cemitério, com suas lápides desorganizadas. Mas acho que o ingresso tb vale pra sinagoga. Confesso que não quis pagar pra conferir. Achei um pouco demais pagar pra conhecer cemitério. Mas aí entra a dica da brasileira espertalhona (e pão-dura): acompanhem o muro até a parte de trás do cemitério, subam num degrauzinho e tirem várias fotos. For free! Hehehe...
Outro prédio bonito por perto é o Rudolfinum, a sede da Filarmônica, e ali tem concertos e óperas praticamente todo dia. A parte de cima da fachada tem estátuas de compositores famosos, como o Beethoven.
Castelo (Prazský Hrad) – Levem água, pois a caminhada até o topo da colina, onde fica o castelo, é puxadinha. A maior atração do castelo são os guardas, que ficam imóveis durante uma hora inteira enquanto a turistada fica do lado tirando toda sorte de fotos. É hilário e dura até a hora seguinte, quando acontece a cerimônia de troca de guardas (bem mais rápida que a de Londres). A área do castelo tb engloba a St. Vitrus Cathedral (Katedrála Sv. Víta), uma catedral linda com banheiros novos e limpos logo ao lado (essa informação é importante! Depois de tanta subida e água pode ser necessário...).
Na mesma colina, se vcs pegarem um caminho alternativo, vão chegar num parque lindo, cheio de árvores e sombras, banquinhos para descansar e a Petrín Tower, uma torre baseada na Eiffel. Vale o passeio!
Kampa Island – é uma ilhazinha micro no meio do rio Vltava, com ruas mais calminhas, casas fofas, restaurantes mais carinhos e até um moinho d’água (não sei se o nome é moinho mesmo, mas enfim).
Charles Bridge (Karlúv Most) – é a ponte mais famosa da cidade, ornamentada com estátuas cristãs. Tem arcos belíssimos nas entradas e vários artistas (de músicos e pintores a adestradores de ratos (!)) em toda a sua extensão. Fica bem cheia sempre, pois é pra lá que as pessoas vão para apreciar a vista e ver o pôr-do-sol. Vcs vão passar por ali várias vezes!
Wenceslas Square (Václavské Námestí) – fica na região da New Town. É uma praça com um monumento famoso no meio de uma avenidona. Atrás dessa praça fica o National Museum (Národní Muzeum). Mesmo que vcs não vejam nenhuma exposição, vale a pena entrar pra conferir o interior do prédio, que é maravilhoso!
Wallenstein Palace and Garden (Valdstejnský Palác) – Não entrei no palácio, mas a fachada dele e o jardim são lindos! Ah, e o jardim gratuito. Tem fontes ornamentadas com esculturas, e pavões e faisões pastando no gramado, coisa bonita. Mas o mais bacana fica láááá no final do jardim: um muro bem bizarro, Dripstone Wall, que lembra o interior de uma caverna. O autor do muro escondeu ali no meio umas estátuas de animais (cobra, macaco, quati etc.) e o pessoal fica brincando de tentar encontrá-las.
Fachadas – andar por Praga e ficar observando as construções é a melhor coisa que existe. Há pinturas nas fachadas que parecem ter vida e mais de uma dimensão. São um barato! Em alguns casos é possível ver a mistura do antigo com o modernoso (como no National Theatre – Národní Divadlo) ou até o “só modernoso”, como o “The Fred and Ginger Dancing Building”, um edifício louco, todo torto, que fica em frente ao rio, na altura da ponte Jirásküv most.
No meio da caminhada, parem numa barraquinha e adquiram um delicioso pão com lingüiça e mostarda preta. Aproveitem tb para entrar numa loja de chapéus ou numa das dezenas de lojas de marionetes. A sensação é de estar num quarto de criança e a vontade que dá é de comprar tudo!
Comida - Por falar em comida, a República Tcheca tem umas coisinhas muito especiais. Carne com molho de chantilly é um dos exemplos. Juro que eu gostei disso! Indico um restaurante muito bom de comida típica chamado “U Kalicha” - http://www.ukalicha.cz/ -, que fica na área da New Town. Experimentem o roasted pork, que vem acompanhado de um “pão” muito esquisito (mas que é típico tb! Vale pela experiência antropológica, que nem o chantilly). Aproveitem para pedir a caneca de 1 litro de cerveja e divirtam-se com os músicos que saem da cozinha cantando e tocando canções regionais (bom, acho que são regionais, mas não entendi a letra...).
Se estiver frio, sugiro fortemente uma sopa. Na Dlouhá (estando na Old Town Square, de costas pra Church of the Lady before Týn, é a rua à sua direita) fica a "Steakhouse Mama Lucy" - http://www.mamalucy.cz/indexa.html . Não é um lugar específico de sopas, mas o ambiente é aconchegante e o cardápio tem uma de espinafre com parmesão que é uma delíííícia e aquece o coração.
E ainda (coisas que não fiz, mas me indicaram): Museu do Comunismo, que fica em cima de um McDonald’s (!); Museu do Mucha; Museu de Franz Kafka (só fui até o jardim, que tem uma escultura hilária de dois homens fazendo xixi); jantar num barco no rio, como em Paris.
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segunda-feira, março 01, 2010
Albergues / Hostels na Europa
Paris
Absolute - http://www.absolute-paris.com/
A 5 minutos a pé do metrô (Bastille), em frente a um McDonald’s 24h e a um mercado, ao lado de uma lavanderia, perto de uma loja de kebab, de alguns bares/cafés/restaurantes e do Canal St. Martin, onde a Amélie Poulin gostava de jogar pedras. J Não é dos lugares mais movimentados à noite, mas não vi qq ameaça de perigo. Tem banheiro no quarto e a moça da limpeza troca as toalhas diariamente. Há três computadores para uso livre e wi-fi grátis na recepção. Tem elevador, mas é lento e pode não funcionar de repente. Café da manhã incluído (não é um bufê, mas dá pra forrar o estômago). Não tem locker, mas achei tranqüilo deixar as malas no quarto mesmo. Me hospedei lá duas vezes: na primeira achei tudo lindo; na segunda me colocaram num quarto sujo, com banheiro imundo. Reclamei na recepção, me trocaram de quarto e aí eu fui feliz novamente.
BVJ - http://www.bvjhotel.com/
Tem duas filiais: uma bem pertinho do Louvre (ótima localização) e outra no Quartier Latin, um dos melhores bairros de Paris. Não me hospedei lá, mas amigos meus já foram nos dois e indicam.
Madrid
Los Amigos – Sol - http://www.losamigoshostel.com/b/index.htm
Há duas filiais, Opera e Sol. Fiquei na Sol por indicação de uma amiga e adorei. Ocupa o 4º andar de um prédio – com elevador! -, é bem pertinho do metrô (Sol), fica numa rua que praticamente não passa carro e onde tem McDonald’s, Starbucks, Burger King, El Corte Inglés e outras facilidades. Banheiro grande no corredor e, se não me engano, unissex. Café da manhã incluído não era ruim. Internet paga com moedas. Tem locker no quarto e luminária individual para cada cama, pois depois de 22h ou 23h, não lembro, apagam as luzes comuns dos quartos pra ninguém ser incomodado e todos poderem dormir em paz.
Barcelona
Fiquei na casa de um amigo, mas todo mundo com quem eu falo ama o Kabul - http://www.kabul.es/
Uma amiga tb me indicou o Centric Point - http://www.centricpointhostel.com/
Amsterdam
Stayokay - http://www.stayokay.com/index.php?&language=en
Há três filiais na cidade. Por indicação fiquei na Stadsdoelen, que é a mais central, perto da avenida principal, do centro, do ponto de tram e mais próxima da Centraal Station. Tem locker no corredor que antecede os quartos. Café da manhã incluído e muito bom, com nutella e vários tipos de pão. Banheiro enorme no corredor. Wi-fi é pago e bem mais caro do que se vc for a uma lan house na rua (apesar de ficarem meio escondidinhas). Mas me irritei pq o quarto é pra 20 pessoas (!). Imagina vc e mais 19 mulheres num quarto! Afff...
Praga
Pension Dlouhá - http://www.travellers.cz/en/dlouha-pension-hostel-prague.php
Ocupa um andar de um prédio com elevador. Tem dois dormitórios de 10 camas cada e mais uns quartos menores. Locker no quarto. Café incluído e muito bom. Wi-fi grátis na recepção e no restaurante. Muito bem localizado, perto do metrô (Namisti Republiki), da praça principal (Staré Mesto) e do rio Vltava. Aliás, Praga é bem pequena, então tudo é perto. O contra é que os dois dormitórios dividem um só banheiro (uma privada, um chuveiro e duas pias), mas engraçado que sempre que eu queria usar o banheiro ele estava livre. Acho que o pessoal não era muito chegado...
Londres
St Christopher's - http://www.st-christophers.co. uk/london-hostels
Tem várias filiais espalhadas pela cidade. Eu fiquei na "London Bridge - The Village" e gostei bastante. Tem um club ao lado, onde vc pode ferver com os gringos; o café é bonzinho tb e está incluído da diária. Pertinho do metrô. Não é tão central quanto esse aí de baixo, mas gostei muito mais desse!
Piccadilly Backpackers - http://www.piccadillyhotel.net/
Não é um espetáculo da natureza, mas vale pela localização. É um prédio escondido numa ruazinha logo atrás da Piccadilly Circus, extremamente central, pertinho do metrô (Piccadilly). Locker micro no quarto. Café não incluído, então eu comia na rua. É bem grande, tem zilhões de quartos, mas os banheiros são xexelentos: sanitários ok, mas os chuveiros são feios, velhos e podem não ter água quente. Fora a fila pra tomar banho (ao contrário de Praga, aqui eles são chegados a isso).
Roma
Alessandro - http://www.hostelsalessandro.com/
Tem duas filiais, Downtown e Palace. Fiquei na Downtown, mas tb falam bem da outra. Fica num prédio com elevador, bem perto da estação de trem e de duas estações de metrô (Termini e Vitorio Emanuelle). Com disposição dá pra ir a pé a vários lugares (eu fui!). Café incluído não é uma maravilha, mas dá pro gasto. Locker no quarto. Banheiro tranquilo, tem até secador de cabelo. Em alguns dias tem massa de graça pros hóspedes no início da noite. O único problema é que estava muito calor qdo fui, não dava abrir a janela e o quarto só tinha um ventilador de teto safado que demorava um minuto pra dar uma volta completa. De resto, tudo ok.
Florença
Ostello Archi Rossi - http://www.hostelarchirossi.com/
Perto da estação de trem, tem locker e computador com internet grátis no quarto. Café incluído tem milhares de opções que vc pede pelo número, que nem McDonald’s. Dá pra ir andando numa boa até o Duomo, o Palazzo Vecchio e o rio. Só tem dois banheiros por andar, cada um com uma privada, um chuveiro e uma pia, mas tb estavam sempre vazios qdo precisei.
Veneza
Residenza Santa Croce – não tem site próprio, reservei por aqui: http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/Residenza-Santa-Croce/Venice/10203?source=googleadwordshostelsbyname&gclid=CLrhtezCuZ8CFWEO5QodYney3Q
O escritório/recepção fica em frente à estação de trem, mas o dormitório em si fica mais afastado, a umas cinco pontes dali. Dá pra ir andando, mas com mala pesada sugiro pegar o vaporetto. São poucos quartos no último andar de um prediozinho residencial. O quarto tem seis camas, banheiro, frigobar, TV, locker micro e uns sachês de chá e café. Nada de internet, mas a cidade é tão linda que vc nem lembra de computador. Perto de um mercado, do McDonald’s e da estação de vaporetto (Ca D’oro, se não me engano).
Milão
Ostello La Cordata - http://www.lacordata.it/accomodation/o_burigozzo_en/home.htm
Albergue ótimo! Pena que a cidade é uma bodega de ruim. Banheiro excelente no quarto, que tb tem locker. Café não incluído, mas tem mercado pertinho. Não é tão perto do centro, mas tem um ponto de tram quase na esquina. Wi-fi e computadores com internet grátis.
Zurique
City Backpacker - http://www.city-backpacker.ch/
Pertinho do centro, do lago, de tudo (a cidade é minima). Dá pra fazer tudo a pé, mas tem ponto de tram a uma distância pequena. Fica na rua dos bares, mas não notei nenhum barulho incômodo (ok, eu fiquei lá durante a semana apenas). Banheiro bonzinho, com chuveiro esquisito. Café não incluído. Quarto com poucas pessoas, uma pia e um locker micro. Wi-fi grátis.
Interlaken
Balmer’s - http://www.balmers.com/
Cidade linda e albergue fofo. A cama não era das melhores e o chuveiro era o pior do mundo, mas a casa é uma graça, parece de boneca, com common room bonitinha, pessoal super bacana. Um pouquinho afastado do centro, mas tranqüilo de ir caminhando. Ponto de ônibus em frente. Café não incluído, mas o mercado é pertinho e a recepção vende algumas coisas tb. Não tem locker. Quarto tem pia, cadeiras e prateleiras.
Munique
Euro Youth Hostel - http://www.euro-youth-hotel.de/pt/
Muito bom! Pertinho da estação, dá pra ir andando até a Marienplatz. Prédio com elevador, quarto ótimo com locker, pia, cama boa e wi-fi grátis. Café não incluído, mas vc paga à parte e vale a pena.
Berlim
The Circus Hostel - http://www.circus-berlin.de/circus_berlin_hostel.html/
O melhor hostel do mundo! Não sei se é a aura, ou pq fiz grandes amigos lá. Berlim é uma cidade incrível e esse é o melhor albergue em que já fiquei. Prédio ótimo com elevador, quartos amplos, banheiros limpos, bar ótimo no subsolo (às quartas tem um karaokê divertidíssimo). Computadores na recepção têm internet paga, mas o wi-fi é grátis. Não é no centro, mas fica em frente a um ponto de tram, a uma estação de metrô (Rosenthaler Platz) e próximo a um ponto de ônibus. E dá pra andar tb! Mercado, lavanderia, kebab, pizzaria, loja de salsichas e Subway próximos. Café não incluído, mas vale a pena pagar! Tem um preço pro bufê com tudo e outro pra opções mais limitadas, mas igualmente deliciosas, de croissant com nutella. Ai, que saudades...
Absolute - http://www.absolute-paris.com/
A 5 minutos a pé do metrô (Bastille), em frente a um McDonald’s 24h e a um mercado, ao lado de uma lavanderia, perto de uma loja de kebab, de alguns bares/cafés/restaurantes e do Canal St. Martin, onde a Amélie Poulin gostava de jogar pedras. J Não é dos lugares mais movimentados à noite, mas não vi qq ameaça de perigo. Tem banheiro no quarto e a moça da limpeza troca as toalhas diariamente. Há três computadores para uso livre e wi-fi grátis na recepção. Tem elevador, mas é lento e pode não funcionar de repente. Café da manhã incluído (não é um bufê, mas dá pra forrar o estômago). Não tem locker, mas achei tranqüilo deixar as malas no quarto mesmo. Me hospedei lá duas vezes: na primeira achei tudo lindo; na segunda me colocaram num quarto sujo, com banheiro imundo. Reclamei na recepção, me trocaram de quarto e aí eu fui feliz novamente.
BVJ - http://www.bvjhotel.com/
Tem duas filiais: uma bem pertinho do Louvre (ótima localização) e outra no Quartier Latin, um dos melhores bairros de Paris. Não me hospedei lá, mas amigos meus já foram nos dois e indicam.
Madrid
Los Amigos – Sol - http://www.losamigoshostel.com/b/index.htm
Há duas filiais, Opera e Sol. Fiquei na Sol por indicação de uma amiga e adorei. Ocupa o 4º andar de um prédio – com elevador! -, é bem pertinho do metrô (Sol), fica numa rua que praticamente não passa carro e onde tem McDonald’s, Starbucks, Burger King, El Corte Inglés e outras facilidades. Banheiro grande no corredor e, se não me engano, unissex. Café da manhã incluído não era ruim. Internet paga com moedas. Tem locker no quarto e luminária individual para cada cama, pois depois de 22h ou 23h, não lembro, apagam as luzes comuns dos quartos pra ninguém ser incomodado e todos poderem dormir em paz.
Barcelona
Fiquei na casa de um amigo, mas todo mundo com quem eu falo ama o Kabul - http://www.kabul.es/
Uma amiga tb me indicou o Centric Point - http://www.centricpointhostel.com/
Amsterdam
Stayokay - http://www.stayokay.com/index.php?&language=en
Há três filiais na cidade. Por indicação fiquei na Stadsdoelen, que é a mais central, perto da avenida principal, do centro, do ponto de tram e mais próxima da Centraal Station. Tem locker no corredor que antecede os quartos. Café da manhã incluído e muito bom, com nutella e vários tipos de pão. Banheiro enorme no corredor. Wi-fi é pago e bem mais caro do que se vc for a uma lan house na rua (apesar de ficarem meio escondidinhas). Mas me irritei pq o quarto é pra 20 pessoas (!). Imagina vc e mais 19 mulheres num quarto! Afff...
Praga
Pension Dlouhá - http://www.travellers.cz/en/dlouha-pension-hostel-prague.php
Ocupa um andar de um prédio com elevador. Tem dois dormitórios de 10 camas cada e mais uns quartos menores. Locker no quarto. Café incluído e muito bom. Wi-fi grátis na recepção e no restaurante. Muito bem localizado, perto do metrô (Namisti Republiki), da praça principal (Staré Mesto) e do rio Vltava. Aliás, Praga é bem pequena, então tudo é perto. O contra é que os dois dormitórios dividem um só banheiro (uma privada, um chuveiro e duas pias), mas engraçado que sempre que eu queria usar o banheiro ele estava livre. Acho que o pessoal não era muito chegado...
Londres
St Christopher's - http://www.st-christophers.co.
Tem várias filiais espalhadas pela cidade. Eu fiquei na "London Bridge - The Village" e gostei bastante. Tem um club ao lado, onde vc pode ferver com os gringos; o café é bonzinho tb e está incluído da diária. Pertinho do metrô. Não é tão central quanto esse aí de baixo, mas gostei muito mais desse!
Piccadilly Backpackers - http://www.piccadillyhotel.net/
Não é um espetáculo da natureza, mas vale pela localização. É um prédio escondido numa ruazinha logo atrás da Piccadilly Circus, extremamente central, pertinho do metrô (Piccadilly). Locker micro no quarto. Café não incluído, então eu comia na rua. É bem grande, tem zilhões de quartos, mas os banheiros são xexelentos: sanitários ok, mas os chuveiros são feios, velhos e podem não ter água quente. Fora a fila pra tomar banho (ao contrário de Praga, aqui eles são chegados a isso).
Roma
Alessandro - http://www.hostelsalessandro.com/
Tem duas filiais, Downtown e Palace. Fiquei na Downtown, mas tb falam bem da outra. Fica num prédio com elevador, bem perto da estação de trem e de duas estações de metrô (Termini e Vitorio Emanuelle). Com disposição dá pra ir a pé a vários lugares (eu fui!). Café incluído não é uma maravilha, mas dá pro gasto. Locker no quarto. Banheiro tranquilo, tem até secador de cabelo. Em alguns dias tem massa de graça pros hóspedes no início da noite. O único problema é que estava muito calor qdo fui, não dava abrir a janela e o quarto só tinha um ventilador de teto safado que demorava um minuto pra dar uma volta completa. De resto, tudo ok.
Florença
Ostello Archi Rossi - http://www.hostelarchirossi.com/
Perto da estação de trem, tem locker e computador com internet grátis no quarto. Café incluído tem milhares de opções que vc pede pelo número, que nem McDonald’s. Dá pra ir andando numa boa até o Duomo, o Palazzo Vecchio e o rio. Só tem dois banheiros por andar, cada um com uma privada, um chuveiro e uma pia, mas tb estavam sempre vazios qdo precisei.
Veneza
Residenza Santa Croce – não tem site próprio, reservei por aqui: http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/Residenza-Santa-Croce/Venice/10203?source=googleadwordshostelsbyname&gclid=CLrhtezCuZ8CFWEO5QodYney3Q
O escritório/recepção fica em frente à estação de trem, mas o dormitório em si fica mais afastado, a umas cinco pontes dali. Dá pra ir andando, mas com mala pesada sugiro pegar o vaporetto. São poucos quartos no último andar de um prediozinho residencial. O quarto tem seis camas, banheiro, frigobar, TV, locker micro e uns sachês de chá e café. Nada de internet, mas a cidade é tão linda que vc nem lembra de computador. Perto de um mercado, do McDonald’s e da estação de vaporetto (Ca D’oro, se não me engano).
Milão
Ostello La Cordata - http://www.lacordata.it/accomodation/o_burigozzo_en/home.htm
Albergue ótimo! Pena que a cidade é uma bodega de ruim. Banheiro excelente no quarto, que tb tem locker. Café não incluído, mas tem mercado pertinho. Não é tão perto do centro, mas tem um ponto de tram quase na esquina. Wi-fi e computadores com internet grátis.
Zurique
City Backpacker - http://www.city-backpacker.ch/
Pertinho do centro, do lago, de tudo (a cidade é minima). Dá pra fazer tudo a pé, mas tem ponto de tram a uma distância pequena. Fica na rua dos bares, mas não notei nenhum barulho incômodo (ok, eu fiquei lá durante a semana apenas). Banheiro bonzinho, com chuveiro esquisito. Café não incluído. Quarto com poucas pessoas, uma pia e um locker micro. Wi-fi grátis.
Interlaken
Balmer’s - http://www.balmers.com/
Cidade linda e albergue fofo. A cama não era das melhores e o chuveiro era o pior do mundo, mas a casa é uma graça, parece de boneca, com common room bonitinha, pessoal super bacana. Um pouquinho afastado do centro, mas tranqüilo de ir caminhando. Ponto de ônibus em frente. Café não incluído, mas o mercado é pertinho e a recepção vende algumas coisas tb. Não tem locker. Quarto tem pia, cadeiras e prateleiras.
Munique
Euro Youth Hostel - http://www.euro-youth-hotel.de/pt/
Muito bom! Pertinho da estação, dá pra ir andando até a Marienplatz. Prédio com elevador, quarto ótimo com locker, pia, cama boa e wi-fi grátis. Café não incluído, mas vc paga à parte e vale a pena.
Berlim
The Circus Hostel - http://www.circus-berlin.de/circus_berlin_hostel.html/
O melhor hostel do mundo! Não sei se é a aura, ou pq fiz grandes amigos lá. Berlim é uma cidade incrível e esse é o melhor albergue em que já fiquei. Prédio ótimo com elevador, quartos amplos, banheiros limpos, bar ótimo no subsolo (às quartas tem um karaokê divertidíssimo). Computadores na recepção têm internet paga, mas o wi-fi é grátis. Não é no centro, mas fica em frente a um ponto de tram, a uma estação de metrô (Rosenthaler Platz) e próximo a um ponto de ônibus. E dá pra andar tb! Mercado, lavanderia, kebab, pizzaria, loja de salsichas e Subway próximos. Café não incluído, mas vale a pena pagar! Tem um preço pro bufê com tudo e outro pra opções mais limitadas, mas igualmente deliciosas, de croissant com nutella. Ai, que saudades...
Dicas - Berlim e Munique
Como alguns amiguinhos já seguiram e outros me pedem para viagens futuras, resolvi postar aqui listas com dicas de lugares que visitei. Elas abrangem tanto as atrações óbvias que tenham me marcado quanto "aqueles lugarzinhos especiais" que todo viajante descobre em suas andanças. Ainda não tenho de todas as cidades, pois isso leva tempo. Mas se alguém quiser dica de algo específico, pode deixar um comentário COM E-MAIL pra que eu possa retornar. :)
Saiam! Andem! Se joguem! Divirtam-se!
BERLIM
De todas as cidades que já visitei, essa foi certamente a que mais me surpreendeu. Não é bonita como Paris ou Veneza, mas tem um clima, uma aura incrível. Não sei explicar, mas vcs vao sentir!!!! Os alemães são extremamente educados e simpáticos (e sim, falam inglês na boa). O legal de Berlim é que a história ali é muito recente (com o muro e o nazismo), então vc anda na rua e dá de cara com ela. Aliás, eles parecem se importar bem com a "manutenção da história", tanto que alguns novos memoriais estão sendo construídos. Há exposições ao ar livre - e gratuitas! - que são imperdíveis.
- Memorial do Muro: fica na Bernauerstrasse, um dos locais onde passava o muro. Ainda tem uma parte do muro lá (aliás, tem em alguns locais da cidade, mantidas como prova histórica), painéis na rua que contam o que aconteceu no dia que a cidade foi dividida e um prédio do outro lado da rua, que é o memorial em si, tem uma exposição muito bacana de fotos, vídeos e áudio. Grátis. Metrô Bernauerstrasse.
- Alexanderplatz: tem uma exposição (não sei se temporária) ao ar livre sobre o muro e a reunificação. Paineis com fotos, textos (em inglês tb), áudio e alguns objetos da época. Grátis. Nessa mesma praça fica uma loja de departamentos bem grande (esqueci o nome) e uma CeA enorme tb, bem ao lado. Fora o bando de artista de rua se apresentando, incluindo chineses chatos (eu tenho implicância com chineses, não reparem). Metrô Alexanderplatz.
- Eastside Gallery: pouco mais de um quilômetro de extensão do muro foi (e ainda é, na verdade) pintada por artistas plásticos e virou uma galeria a céu aberto, na extensão da calçada mesmo. É ali que está pintada aquela clássica cena clássica dos dois caras se beijando. Grátis. Metrô Warschauer Strasse.
- Topografia do Terror: tb é uma exposição ao ar livre, mas sobre o Nazismo. Coincidentemente fica perto de um vestígio do muro. São vários paineis que falam do partido nazista, da II Guerra, dos judeus e campos de concentração e do julgamento dos nazistas, tudo bonitinho disposto em ordem cronológica, com várias fotos e MUITA informação. Fica sobre a área onde era o QG do Partido Nazista. Grátis. Metrô Potsdamerplatz ou Kochstrasse.
- Parlamento alemão (Reichstag): pertinho do Brandenburger Tor. A visita à cúpula é gratuita. As filas costumam ser grandes (eu esperei 40 minutos), mas vale a pena esperar. Vc pega o áudio-guia gratuitamente (tem em português de Portugal!) e vai subindo apreciando a vista e a arquitetura. Dá até pra ver os parlamentares trabalhando lá embaixo, dependendo da hora (não pelos políticos estarem ausentes, mas pq a luz do sol bate diretamente no vidro e pode ser que vc não consiga enxergar muita coisa da sala).
- Hotel Adlon: só a título de curiosidade. Foi onde o Michael Jackson chegou na sacada e sacudiu o bebê. Fica em frente ao Brandenburger Tor.
- Potsdamerplatz: uma praça cheia de prédios modernosos, como o Sony Center (um complexo ultramoderno com restaurantes, shopping, cinema Imax, loja da Sony... Vale a visita!) e um museu do cinema (não fui, infelizmente). Nessa praça tb passava o muro, então ainda tem uns resquícios por ali.
- Museus: Berlim tem uma ilha com cinco museus! Fora os que ficam fora da ilha... Vc pode comprar um passe de um dia (na bilheteria mesmo) que sai bem mais barato e serve pra maioria dos que ficam na ilha (o foda é aguentar visitar tudo no mesmo dia). O PERGAMON foi o que mais gostei desses da ilha. O ZEUGHAUS (Deutsches Historisches Museum) não fica na ilha, mas é bem do lado (basta atravessar a rua) e conta a história alemã desde o período do Império Romano até a queda do muro. Foda! Tem uma seção enorme dedicada à II Guerra e é de arrepiar. Quase chorei no meio do museu. Ao Jewish Museum (tb fora da ilha, perto do Checkpoint Charlie) não fui, mas muita gente me falou bem dele.
- Unter Den Linden: é a avenida mais famosa da cidade. Começa no Brandenburger Tor e termina na ilha dos museus. Tem zilhoes de lojas, restaurantes, prédios históricos. Nas ruas que cruzam essa avenidona vcs encontram a embaixada britânica (que tem uma fachada bem interessante - na Wilhemstrasse), outras lojas chiques de departamento, como a Galeries Lafayette (Friedrichstrasse) e uma loja incrível de chocolate (esquina da Mohrenstrasse com a Markgrafenstrasse, se nao me engano).
- Café Einstein: tb fica na Unter Den Linden, mas merece um tópico só pra ele pq tem o melhor apfelstrudel da Alemanha. Nao é barato (uns 6 ou 7 euros), mas a torta vem quentinha e vc pode pedir com chantilly ou vanilla sauce. Huuuuummmm.... É muito bom sentar ali e ficar apreciando o ambiente, as pessoas e o solzinho enqto se delicia com a torta. Esquina com a Friedrichstrasse. http://www.cafeeinstein.com/
- Salsichas, salsichas, salsichas, salsichas, cerveja, cerveja, cerveja, cerveja e batatas. Maravilha! Mas cuidado com o estômago. :) Achei a cerveja Berliner (pilsen) meio amarga demais, mas opçao é o que nao falta pra vcs experimentarem.
- Berlim é bem grande. Lá tem mais gente com cara de gente, sabe? Povo normal, que trabalha, pega metrô, essas coisas que eu adoro ficar reparando. De qq forma, dá pra tentar evitar pegar transporte público o tempo todo e investir em boas caminhadas. É a melhor maneira de ver as pessoas e fazer descobertas (como, por exemplo, andar numa rua qq e descobrir que o muro passava bem ali).
MUNIQUE
Estive em Munique na época da Oktoberfest, então a cidade estava bem "turística", vamos dizer assim. Mas é LINDA! Bem menor que Berlim. As pessoas são um pouco mais arrumadinhas, não são tão "gente normalzona" como falei acima. Ah, e não fui a nenhum museu lá pq já estava de saco cheio disso. rsrsrs...
- Tem que ir a pelo menos uma bierhaus, pedir o litrao de cerveja e comer salsichas com repolho/chucrute (é bom!!). A Hofbrauhaus (HB) é a mais famosa, sempre cheia e com músicos animando o povo com musiquinhas típicas e garçons vestindo trajes típicos tb. http://www.hofbraeuhaus.de/
- Englisch Garten: é um parque enorme e lindo, ótimo pra descansar. Tem uma filial da HB lá e nos dias de sol o povo senta naquelas mesas enormes e fica se enchendo de cerveja e tomando um solzinho. Não tô com o mapa de Munique aqui nesse momento, mas num rio que cruza o parque, próximo a uma ponte (na verdade, uma avenidona que passa sobre o rio), ficam várias pessoas pegando onda. Sim, no rio! A água vem com uma força tal que cria uma espécie de onda e, na ausência de praia, é onde o povo de Munique surfa.
- Paulaner: a melhor cerveja EVER!! Eu prefiro muito mais as cervejas de trigo, entao a Paulaner weiss é um escândalo (principalmente no copao de meio litro, que eu roubei da Oktoberfest).
- Allianz Arena Stadium: estádio de futebol dos times da cidade. Tem metrô perto. Lá dentro tem uma mega loja do Bayern Munchen e do outro time azulzinho cujo nome nao me recordo. Tem tour em inglês uma vez ao dia, acho que na hora do almoço.
- Olympiapark: onde foram realizados os jogos olímpicos. Nao cheguei a entrar em tudo, mas é bem amplo, tem um parque e a torre com vista panorâmica da cidade que fica aberta até de madrugada. Tb tem metrô perto. Perto tb fica o prédio da BMW, o museu da BMW, tudo da BMW.
Saiam! Andem! Se joguem! Divirtam-se!
BERLIM
De todas as cidades que já visitei, essa foi certamente a que mais me surpreendeu. Não é bonita como Paris ou Veneza, mas tem um clima, uma aura incrível. Não sei explicar, mas vcs vao sentir!!!! Os alemães são extremamente educados e simpáticos (e sim, falam inglês na boa). O legal de Berlim é que a história ali é muito recente (com o muro e o nazismo), então vc anda na rua e dá de cara com ela. Aliás, eles parecem se importar bem com a "manutenção da história", tanto que alguns novos memoriais estão sendo construídos. Há exposições ao ar livre - e gratuitas! - que são imperdíveis.
- Memorial do Muro: fica na Bernauerstrasse, um dos locais onde passava o muro. Ainda tem uma parte do muro lá (aliás, tem em alguns locais da cidade, mantidas como prova histórica), painéis na rua que contam o que aconteceu no dia que a cidade foi dividida e um prédio do outro lado da rua, que é o memorial em si, tem uma exposição muito bacana de fotos, vídeos e áudio. Grátis. Metrô Bernauerstrasse.
- Alexanderplatz: tem uma exposição (não sei se temporária) ao ar livre sobre o muro e a reunificação. Paineis com fotos, textos (em inglês tb), áudio e alguns objetos da época. Grátis. Nessa mesma praça fica uma loja de departamentos bem grande (esqueci o nome) e uma CeA enorme tb, bem ao lado. Fora o bando de artista de rua se apresentando, incluindo chineses chatos (eu tenho implicância com chineses, não reparem). Metrô Alexanderplatz.
- Eastside Gallery: pouco mais de um quilômetro de extensão do muro foi (e ainda é, na verdade) pintada por artistas plásticos e virou uma galeria a céu aberto, na extensão da calçada mesmo. É ali que está pintada aquela clássica cena clássica dos dois caras se beijando. Grátis. Metrô Warschauer Strasse.
- Topografia do Terror: tb é uma exposição ao ar livre, mas sobre o Nazismo. Coincidentemente fica perto de um vestígio do muro. São vários paineis que falam do partido nazista, da II Guerra, dos judeus e campos de concentração e do julgamento dos nazistas, tudo bonitinho disposto em ordem cronológica, com várias fotos e MUITA informação. Fica sobre a área onde era o QG do Partido Nazista. Grátis. Metrô Potsdamerplatz ou Kochstrasse.
- Parlamento alemão (Reichstag): pertinho do Brandenburger Tor. A visita à cúpula é gratuita. As filas costumam ser grandes (eu esperei 40 minutos), mas vale a pena esperar. Vc pega o áudio-guia gratuitamente (tem em português de Portugal!) e vai subindo apreciando a vista e a arquitetura. Dá até pra ver os parlamentares trabalhando lá embaixo, dependendo da hora (não pelos políticos estarem ausentes, mas pq a luz do sol bate diretamente no vidro e pode ser que vc não consiga enxergar muita coisa da sala).
- Hotel Adlon: só a título de curiosidade. Foi onde o Michael Jackson chegou na sacada e sacudiu o bebê. Fica em frente ao Brandenburger Tor.
- Potsdamerplatz: uma praça cheia de prédios modernosos, como o Sony Center (um complexo ultramoderno com restaurantes, shopping, cinema Imax, loja da Sony... Vale a visita!) e um museu do cinema (não fui, infelizmente). Nessa praça tb passava o muro, então ainda tem uns resquícios por ali.
- Museus: Berlim tem uma ilha com cinco museus! Fora os que ficam fora da ilha... Vc pode comprar um passe de um dia (na bilheteria mesmo) que sai bem mais barato e serve pra maioria dos que ficam na ilha (o foda é aguentar visitar tudo no mesmo dia). O PERGAMON foi o que mais gostei desses da ilha. O ZEUGHAUS (Deutsches Historisches Museum) não fica na ilha, mas é bem do lado (basta atravessar a rua) e conta a história alemã desde o período do Império Romano até a queda do muro. Foda! Tem uma seção enorme dedicada à II Guerra e é de arrepiar. Quase chorei no meio do museu. Ao Jewish Museum (tb fora da ilha, perto do Checkpoint Charlie) não fui, mas muita gente me falou bem dele.
- Unter Den Linden: é a avenida mais famosa da cidade. Começa no Brandenburger Tor e termina na ilha dos museus. Tem zilhoes de lojas, restaurantes, prédios históricos. Nas ruas que cruzam essa avenidona vcs encontram a embaixada britânica (que tem uma fachada bem interessante - na Wilhemstrasse), outras lojas chiques de departamento, como a Galeries Lafayette (Friedrichstrasse) e uma loja incrível de chocolate (esquina da Mohrenstrasse com a Markgrafenstrasse, se nao me engano).
- Café Einstein: tb fica na Unter Den Linden, mas merece um tópico só pra ele pq tem o melhor apfelstrudel da Alemanha. Nao é barato (uns 6 ou 7 euros), mas a torta vem quentinha e vc pode pedir com chantilly ou vanilla sauce. Huuuuummmm.... É muito bom sentar ali e ficar apreciando o ambiente, as pessoas e o solzinho enqto se delicia com a torta. Esquina com a Friedrichstrasse. http://www.cafeeinstein.com/
- Salsichas, salsichas, salsichas, salsichas, cerveja, cerveja, cerveja, cerveja e batatas. Maravilha! Mas cuidado com o estômago. :) Achei a cerveja Berliner (pilsen) meio amarga demais, mas opçao é o que nao falta pra vcs experimentarem.
- Berlim é bem grande. Lá tem mais gente com cara de gente, sabe? Povo normal, que trabalha, pega metrô, essas coisas que eu adoro ficar reparando. De qq forma, dá pra tentar evitar pegar transporte público o tempo todo e investir em boas caminhadas. É a melhor maneira de ver as pessoas e fazer descobertas (como, por exemplo, andar numa rua qq e descobrir que o muro passava bem ali).
MUNIQUE
Estive em Munique na época da Oktoberfest, então a cidade estava bem "turística", vamos dizer assim. Mas é LINDA! Bem menor que Berlim. As pessoas são um pouco mais arrumadinhas, não são tão "gente normalzona" como falei acima. Ah, e não fui a nenhum museu lá pq já estava de saco cheio disso. rsrsrs...
- Tem que ir a pelo menos uma bierhaus, pedir o litrao de cerveja e comer salsichas com repolho/chucrute (é bom!!). A Hofbrauhaus (HB) é a mais famosa, sempre cheia e com músicos animando o povo com musiquinhas típicas e garçons vestindo trajes típicos tb. http://www.hofbraeuhaus.de/
- Englisch Garten: é um parque enorme e lindo, ótimo pra descansar. Tem uma filial da HB lá e nos dias de sol o povo senta naquelas mesas enormes e fica se enchendo de cerveja e tomando um solzinho. Não tô com o mapa de Munique aqui nesse momento, mas num rio que cruza o parque, próximo a uma ponte (na verdade, uma avenidona que passa sobre o rio), ficam várias pessoas pegando onda. Sim, no rio! A água vem com uma força tal que cria uma espécie de onda e, na ausência de praia, é onde o povo de Munique surfa.
- Paulaner: a melhor cerveja EVER!! Eu prefiro muito mais as cervejas de trigo, entao a Paulaner weiss é um escândalo (principalmente no copao de meio litro, que eu roubei da Oktoberfest).
- Allianz Arena Stadium: estádio de futebol dos times da cidade. Tem metrô perto. Lá dentro tem uma mega loja do Bayern Munchen e do outro time azulzinho cujo nome nao me recordo. Tem tour em inglês uma vez ao dia, acho que na hora do almoço.
- Olympiapark: onde foram realizados os jogos olímpicos. Nao cheguei a entrar em tudo, mas é bem amplo, tem um parque e a torre com vista panorâmica da cidade que fica aberta até de madrugada. Tb tem metrô perto. Perto tb fica o prédio da BMW, o museu da BMW, tudo da BMW.
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