Mostrando postagens com marcador berlim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador berlim. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, março 01, 2010

Albergues / Hostels na Europa

Paris
Absolute - http://www.absolute-paris.com/
A 5 minutos a pé do metrô (Bastille), em frente a um McDonald’s 24h e a um mercado, ao lado de uma lavanderia, perto de uma loja de kebab, de alguns bares/cafés/restaurantes e do Canal St. Martin, onde a Amélie Poulin gostava de jogar pedras. J Não é dos lugares mais movimentados à noite, mas não vi qq ameaça de perigo. Tem banheiro no quarto e a moça da limpeza troca as toalhas diariamente. Há três computadores para uso livre e wi-fi grátis na recepção. Tem elevador, mas é lento e pode não funcionar de repente. Café da manhã incluído (não é um bufê, mas dá pra forrar o estômago). Não tem locker, mas achei tranqüilo deixar as malas no quarto mesmo. Me hospedei lá duas vezes: na primeira achei tudo lindo; na segunda me colocaram num quarto sujo, com banheiro imundo. Reclamei na recepção, me trocaram de quarto e aí eu fui feliz novamente.

BVJ - http://www.bvjhotel.com/
Tem duas filiais: uma bem pertinho do Louvre (ótima localização) e outra no Quartier Latin, um dos melhores bairros de Paris. Não me hospedei lá, mas amigos meus já foram nos dois e indicam.

Madrid
Los Amigos – Sol - http://www.losamigoshostel.com/b/index.htm
Há duas filiais, Opera e Sol. Fiquei na Sol por indicação de uma amiga e adorei. Ocupa o 4º andar de um prédio – com elevador! -, é bem pertinho do metrô (Sol), fica numa rua que praticamente não passa carro e onde tem McDonald’s, Starbucks, Burger King, El Corte Inglés e outras facilidades. Banheiro grande no corredor e, se não me engano, unissex. Café da manhã incluído não era ruim. Internet paga com moedas. Tem locker no quarto e luminária individual para cada cama, pois depois de 22h ou 23h, não lembro, apagam as luzes comuns dos quartos pra ninguém ser incomodado e todos poderem dormir em paz.

Barcelona
Fiquei na casa de um amigo, mas todo mundo com quem eu falo ama o Kabul - http://www.kabul.es/
Uma amiga tb me indicou o Centric Point - http://www.centricpointhostel.com/

Amsterdam
Stayokay - http://www.stayokay.com/index.php?&language=en
Há três filiais na cidade. Por indicação fiquei na Stadsdoelen, que é a mais central, perto da avenida principal, do centro, do ponto de tram e mais próxima da Centraal Station. Tem locker no corredor que antecede os quartos. Café da manhã incluído e muito bom, com nutella e vários tipos de pão. Banheiro enorme no corredor. Wi-fi é pago e bem mais caro do que se vc for a uma lan house na rua (apesar de ficarem meio escondidinhas). Mas me irritei pq o quarto é pra 20 pessoas (!). Imagina vc e mais 19 mulheres num quarto! Afff...

Praga
Pension Dlouhá - http://www.travellers.cz/en/dlouha-pension-hostel-prague.php
Ocupa um andar de um prédio com elevador. Tem dois dormitórios de 10 camas cada e mais uns quartos menores. Locker no quarto. Café incluído e muito bom. Wi-fi grátis na recepção e no restaurante. Muito bem localizado, perto do metrô (Namisti Republiki), da praça principal (Staré Mesto) e do rio Vltava. Aliás, Praga é bem pequena, então tudo é perto. O contra é que os dois dormitórios dividem um só banheiro (uma privada, um chuveiro e duas pias), mas engraçado que sempre que eu queria usar o banheiro ele estava livre. Acho que o pessoal não era muito chegado...

Londres
St Christopher's - http://www.st-christophers.co.uk/london-hostels
Tem várias filiais espalhadas pela cidade. Eu fiquei na "London Bridge - The Village" e gostei bastante. Tem um club ao lado, onde vc pode ferver com os gringos; o café é bonzinho tb e está incluído da diária. Pertinho do metrô. Não é tão central quanto esse aí de baixo, mas gostei muito mais desse!

Piccadilly Backpackers - http://www.piccadillyhotel.net/
Não é um espetáculo da natureza, mas vale pela localização. É um prédio escondido numa ruazinha logo atrás da Piccadilly Circus, extremamente central, pertinho do metrô (Piccadilly). Locker micro no quarto. Café não incluído, então eu comia na rua. É bem grande, tem zilhões de quartos, mas os banheiros são xexelentos: sanitários ok, mas os chuveiros são feios, velhos e podem não ter água quente. Fora a fila pra tomar banho (ao contrário de Praga, aqui eles são chegados a isso).

Roma
Alessandro - http://www.hostelsalessandro.com/
Tem duas filiais, Downtown e Palace. Fiquei na Downtown, mas tb falam bem da outra. Fica num prédio com elevador, bem perto da estação de trem e de duas estações de metrô (Termini e Vitorio Emanuelle). Com disposição dá pra ir a pé a vários lugares (eu fui!). Café incluído não é uma maravilha, mas dá pro gasto. Locker no quarto. Banheiro tranquilo, tem até secador de cabelo. Em alguns dias tem massa de graça pros hóspedes no início da noite. O único problema é que estava muito calor qdo fui, não dava abrir a janela e o quarto só tinha um ventilador de teto safado que demorava um minuto pra dar uma volta completa. De resto, tudo ok.

Florença
Ostello Archi Rossi - http://www.hostelarchirossi.com/
Perto da estação de trem, tem locker e computador com internet grátis no quarto. Café incluído tem milhares de opções que vc pede pelo número, que nem McDonald’s. Dá pra ir andando numa boa até o Duomo, o Palazzo Vecchio e o rio. Só tem dois banheiros por andar, cada um com uma privada, um chuveiro e uma pia, mas tb estavam sempre vazios qdo precisei.

Veneza
Residenza Santa Croce – não tem site próprio, reservei por aqui: http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/Residenza-Santa-Croce/Venice/10203?source=googleadwordshostelsbyname&gclid=CLrhtezCuZ8CFWEO5QodYney3Q
O escritório/recepção fica em frente à estação de trem, mas o dormitório em si fica mais afastado, a umas cinco pontes dali. Dá pra ir andando, mas com mala pesada sugiro pegar o vaporetto. São poucos quartos no último andar de um prediozinho residencial. O quarto tem seis camas, banheiro, frigobar, TV, locker micro e uns sachês de chá e café. Nada de internet, mas a cidade é tão linda que vc nem lembra de computador. Perto de um mercado, do McDonald’s e da estação de vaporetto (Ca D’oro, se não me engano).

Milão
Ostello La Cordata - http://www.lacordata.it/accomodation/o_burigozzo_en/home.htm
Albergue ótimo! Pena que a cidade é uma bodega de ruim. Banheiro excelente no quarto, que tb tem locker. Café não incluído, mas tem mercado pertinho. Não é tão perto do centro, mas tem um ponto de tram quase na esquina. Wi-fi e computadores com internet grátis.

Zurique
City Backpacker - http://www.city-backpacker.ch/
Pertinho do centro, do lago, de tudo (a cidade é minima). Dá pra fazer tudo a pé, mas tem ponto de tram a uma distância pequena. Fica na rua dos bares, mas não notei nenhum barulho incômodo (ok, eu fiquei lá durante a semana apenas). Banheiro bonzinho, com chuveiro esquisito. Café não incluído. Quarto com poucas pessoas, uma pia e um locker micro. Wi-fi grátis.

Interlaken
Balmer’s - http://www.balmers.com/
Cidade linda e albergue fofo. A cama não era das melhores e o chuveiro era o pior do mundo, mas a casa é uma graça, parece de boneca, com common room bonitinha, pessoal super bacana. Um pouquinho afastado do centro, mas tranqüilo de ir caminhando. Ponto de ônibus em frente. Café não incluído, mas o mercado é pertinho e a recepção vende algumas coisas tb. Não tem locker. Quarto tem pia, cadeiras e prateleiras.

Munique
Euro Youth Hostel - http://www.euro-youth-hotel.de/pt/
Muito bom! Pertinho da estação, dá pra ir andando até a Marienplatz. Prédio com elevador, quarto ótimo com locker, pia, cama boa e wi-fi grátis. Café não incluído, mas vc paga à parte e vale a pena.

Berlim
The Circus Hostel - http://www.circus-berlin.de/circus_berlin_hostel.html/
O melhor hostel do mundo! Não sei se é a aura, ou pq fiz grandes amigos lá. Berlim é uma cidade incrível e esse é o melhor albergue em que já fiquei. Prédio ótimo com elevador, quartos amplos, banheiros limpos, bar ótimo no subsolo (às quartas tem um karaokê divertidíssimo). Computadores na recepção têm internet paga, mas o wi-fi é grátis. Não é no centro, mas fica em frente a um ponto de tram, a uma estação de metrô (Rosenthaler Platz) e próximo a um ponto de ônibus. E dá pra andar tb! Mercado, lavanderia, kebab, pizzaria, loja de salsichas e Subway próximos. Café não incluído, mas vale a pena pagar! Tem um preço pro bufê com tudo e outro pra opções mais limitadas, mas igualmente deliciosas, de croissant com nutella. Ai, que saudades...

sábado, setembro 26, 2009

Berlim - Sardinhas a bordo

Na minha última noite em Berlim eu consegui ir pro lugar mais morraico da cidade. O pessoal do hostel descobriu um bar muito doido. Na verdade, é um espaço feio, com umas duas lâmpadas fluorescentes no teto, um balcão onde vc pode comprar cerveja normal (não a Weiss, que é a que eu gosto mais) e uma mesa de ping pong no centro. Uma. Aí cada pessoinha pega uma raquetinha e o povo fica todo em volta da mesma mesa jogando a bolinha um pro outro. Entenderam? É como se fosse uma fila em volta da mesa, que vai andando conforme cada um joga e vai diminuindo pq as pessoas erram e têm que deixar o jogo. Enfim, é muito sem noção, mas é uma ideia incrível e muito simples de socialização. Acaba que todo mundo fica fazendo a mesma coisa e pegando muita amizade.

Meu trem pra Paris só saía à noite, então consegui aproveitar – correndo – o último dia. Fui a uma exposição ao ar livre (mais uma!) sobre o período do nazismo e depois passei no Checkpoint Charlie, que era a única passagem entre os dois lados do muro, e onde hj ficam uns paraibinhas vestidos de soldado e cobrando 1 euro pra tirar foto com os turistas bobinhos. Pelo menos em Berlim as atrações principais não ficam tão lotadas quanto nas outras cidades. Não sei se é pq a cidade é grande, ou se a procura é menor mesmo. Mas é uma vantagem e tanto pra quem quer ver as coisas sem perder a paciência. Meu caso.

Descobri uma loja muito maneira, que só vende camisas de futebol. Aí fui lá comprar a camisa do Bayer pro Marcelo e obviamente peguei muita amizade com o mocinho atendente. Horas conversando sobre futebol e eu fazendo a maior propaganda do Flamengo. No fim, o mocinho me deu de presente um pin do Flamengo! Que fofoooooooooo!!! E eu ainda conquistei torcedores alemães pro meu time. Pronto. É o clube mais famoso do mundo. E não se fala mais nisso.

Pra encerrar minha passagem por essa cidade incrível, onde as pessoas são MUITO simpáticas, segui indicações da Silvia e do Mauricio e fui comer no Einstein Cafe da Unter den Linden. Gente, passo adiante a dica: apfelstrudel com vanilla sauce. Vem um pedaço giga, a torta quentinha hummmmmmmmm......

Aí peguei um ônibus pra estação, me sentindo o ser mais abençoado do planeta pq ia pegar um trem noturno pra Paris. Trem com caminha, não era aquela pobreza de poltrona não! Um sebo. Então chegou o trem e eu percebi que as cabines eram um pouco menores do que eu pensava. A menina na minha frente estava se acabando pra conseguir entrar com as malas numa cabine que já tinha outras pessoas e eu dei graças a Deus de não estar naquela cabine. Mas eu estava. Um minuto de silencio pra quem se fudeu..........
...
...
...
...
Então vamos imaginar a situação: uma cabine 2x2m, com seis camas divididas em duas triliches. Minha cama era a de cima e eu batia a cabeça no teto se ficasse sentada nela. Então a galera ficava sentadinha toda dobrada, que nem Frei Damião. Eu mal cabia deitada na minha cama, imaginem os meninos! Tô com pena deles até agora. Ainda não acabou. Éramos seis pessoas (dois alemães, três franceses e uma brasileira), umas 14 malas, duas raquetes de tênis (!) e UMA PRANCHA DE SURFE (!!!!!!!!). De novo: o trenzinho sai de Berlim (longe do litoral) pra Paris (longe do litoral) e o ser humano me leva uma prancha de surfe na caralha da cabine!!!!!! Oi????
Calma que não acabou! Pq, além de fazermos parte do programa “Seja uma sardinha na lata por 11 horas”, uma das sardinhas soltava PUM! Sim, com frequência. Do pior tipo: silencioso e fedido. Agora como é que o indivíduo europeu, em toda a sua consciência, acha que é super normal ficar peidando num ambiente micro, fechado e com outras cinco pessoas??? Como????? E eu fiquei sem saber quem era o culpado.

Cinco minutos de silêncio pra quem se fudeu:
...
...
...
...
...
...
...
...

quinta-feira, setembro 24, 2009

Berlim - Solto a voz nas estradas

Vários dias sem escrever pq, gente, tem coisa demais pra fazer aqui. Berlim é do caralho!!! Já falei que adoro uma cidadezona bem grande, cheia de gente e bagunça, né_ Pois então. Em Berlim eu me sinto confortável por isso. Tem gente de todo tipo, vestida de todo jeito. Gente que fica reparando nas outras no metrô (adoro isso!). Hj mesmo eu comprei uma carteira (estava precisando!!) na Puma e saí toda humilde com uma sacolinha da loja. Aí no metrô sentou na minha frente um ser humano com um casaco Nike, um relógio que mal cabia no pulso dele de tão cebolão e uma sacola enooooooooooooorme da Hugo Boss com um terno dentro. O cara me compra um terno na Hugo Boss e depois pega o metrô! Paraaaaaaaaaa!!!! Não conseguia parar de olhar pra ele. Nem a alemã que sentou ao lado dele. Ou seja, aqui o povo tá liberado pra olhar e não disfarçar.

Por falar em metrô, aqui são várias linhas, mas dois tipos. Não sei ao certo qual a diferença (acho que o S-Bahn vai pra lugares mais distantes), só sei que desde ontem o S-Bahn tá em greve. A quatro dias das eleições. Uma beleza. E aí eu tenho que ficar quebrando a cabeça pra fazer zilhões de baldeações pelo U-Banh pra chegar nos lugares. Berlim é grande. Isso dá trabalho.

Ontem fui de manhã ao Memorial do Muro, uma exposição gratuita (oba!) sobre a história do Muro que dividia Berlim. Gente, essa história não faz o menor sentido. De um dia pro outro sua cidade é dividida e vc não pode mais passar pro outro lado. Imagina se isso acontece no Rio e o Wilton não consegue mais ir pra São Gonçalo! Que sorte! Hahaha Tô brincando, Wilton! Mas é muito doido mesmo. Ainda restam uns resquícios do muro em lugares diferentes de Berlim. Em outros, há uma marcação no chão indicando que o muro passava por ali. É comovente. As fotos, os vídeos... nossa, são de arrepiar, de esmagar o coração e encher os olhos de lágrimas. Numa outra exposição, agora na Alexandreplatz, é muito emocionante assistir aos vídeos e ver as fotos do dia da queda e da reunificação. Vale por todas as aulas de história da escola.

Subi a Torre de TV pq todo mundo sabe que eu adoro subir nessas coisas e ver a cidade de cima. Mas Berlim nem é daquelas cidades cheias de mega monumentos pra se ver de longe. Mesmo assim, esperei anoitecer um pouco pra ver as luzinhas acenderem lá embaixo. Pequenas coisas da vida que me fazem feliz.

Já contei que eu to no melhor albergue de Berlim, no quarto mais fervo de Berlim, com as pessoas mais gente boa de Berlim_ Bom, é isso. Aí cheguei no albergue à noite, após um dia exaustivo, e fui com Charlie e Tiffany procurar algo diferente pra comer. Diferente significa “qq coisa exceto salsichas”. Paramos num restaurante africano. Alguém já ouviu falar nisso_ Nem eu. Mas era o máximo! Todo trabalhado na zebra, na onça, com som de tambores, luz de velas. Tinha uma cerveja africana chamada Dju Dju, sabores manga e banana! Tinha carne de zebra e crocodilo!! Mas eu comi carne normalzinha mesmo. Quer dizer, eu tentei. Mas estava tããão cheio de pimenta e condimentos que não consegui comer quase nada. E o que botei pra dentro saiu antes mesmo de eu pagar a conta. Ok, no more details.

E a noite terminou no bar FERVO que tem aqui no albergue, com cerveja boa e... karaokê! Hahahaha Caraca, foi uma das melhores noites da minha vida. Exagero de risadas. Muitos gringos sem noção, brasileiros ótimos e, no final, já “daquele jeito”, Hugo e eu arrasamos no karaokê. Cantamos “Sunday Morning” e tenho que admitir que deixamos Maroon 5 no chinelo. Foi algo digno de uma final do American Idol. Quase Susan Boyle.

Aí pra acordar hj foi fáááááácil..... Mas vamos nessa pq cada minuto na Europa é uma pequena fortuna. Fui com o Hugo na Eastside Gallery, uma exposição ao ar livre. Na verdade, são pinturas que artistas fizeram em uma grande extensão que sobrou do Muro. Inclusive aquela supermega famosa dos caras se beijando. Imperdível!

Passei uns 40 minutos na fila pra poder entrar no Parlamento alemão. Valeu a pena. Além de ser mais um programa gratuito, o prédio tem uma nova cúpula com design moderno e de onde se tem uma vista bem bacana da cidade. Ok, isso pareceu texto de guia turístico. Acho que estou lendo muitos desses. Tb dei uma caminhada pelo Tiergarten, um parque enooooorme e lindo. Queria ter tido tempo de ir ao zoo, mas não deu. Mas pela grade dava pra ver umas coisas, então tive um encontro fortuito com dois camelos e duas lhamas.

O destino final foi uma igreja destruída por uma bomba, mas que mantiveram as ruínas como memorial e construíram outra modernosa ao lado. Muito foda!! Com um crucifixo todo no ouro e a parede toda no mosaico azul. Sentei num banquinho pra descansar e ficar olhando os mosaicos e aí... começou uma missa! Em alemão!! E aí não tinha como ir embora pq ia ficar chatão, né_ Só sei que fiquei lá e a única coisa que entendi foi o “em nome do pai, do filho, do Espírito Santo, amém”. No resto da missa minha mente foi longe.

E aí que eu prometi a mim mesma que, dessa vez, não iria ficar sem comer. Mas hj eu fiquei. Não tenho mais tanto tempo em Berlim, tem coisa à beça pra fazer ainda, corri bastante hj pra ver a maior quantidade de coisas possível e não comi. No desespero, entrei no McDonald’s mais lotado que já vi na vida. No way. Peguei metrô de volta pro albergue já com o ponteiro no fim da reserva. E eis que surge um micro McDonald’s sem fila no meio da estação!! Uhuuuuu!!!! Sabia que ficar na missa me traria algum retorno. Foi Deus quem inaugurou aquele McDonald’s no metrô. Dois cheseburgers e uma coca depois, sou uma nova pessoa, bebendo cerveja de laranja (oi_) no quarto com os colega tudo. Aliás, Silvia acabou de me mandar um torpedo dizendo que a filha da Mari nasce hj!! Viva! Vou beber uma cerveja por ela.













terça-feira, setembro 22, 2009

Berlim - Cultura na veiaaaa!!!!

Dormi feito pedra. Coisa linda. E descobri que, além desse albergue ser um dos melhores (o melhor, talvez) em que já fiquei, ele tem o melhor café da manhã! Me enchi de croissant com nutela! Caraca! A melhor coisa da vida. Pelo amor de Deus, dêem o Nobel pro ser humano que inventou a Nutela.

Minha ideia pra hj era passar o dia na Museum Island e visitar uns dois museus. Aí cheguei na bilheteria do primeiro, logo de manhä, e descobri que o passe válido pra quase todos os museus sairia muito mais barato. Aí babou maluco pq eu bati o recorde da história e fui a TRËS museus!!! T-R-E-S!!! No mesmo diaaaaaa!!!! AAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!! Jesus, salve minha alma, meu corpo e minha mente, principalmente, pq depois dessa maratona está tudo moído.

Num dos museus – o mais legal, aliás -, uma sala mostrava que a exposição de esculturas já havia sido montada no Brasil. Aí tinha vídeos, painéis, tudo em português! Gente, parece uma coisa idiota, mas qdo vc tá em outro país e vê algo escrito na sua língua dá uma emoção enorme! Em toda viagem eu atinjo um momento de crise, em que não dá a menor vontade de falar inglês e dá muita vontade de mandar todo mundo que já nasceu falando inglês pra um lugar bem longe e feio. Acho que hj atingi esse ponto. Entao, qdo notei a sala no museu com tudo em português, tive vontade de gritar “É português, gringalhada! Vcs não estão entendendo porra nenhuma, né? Chupa”!!!! Baixo nível essa minha revolta.

Obviamente voltei pro albergue no fim da tarde e tirei uma soneca esperta, pois ficar de pé e de olho aberto estava sendo o maior desafio de todos naquele momento. Agora já são nove da noite e vou ver se dou uma volta por aí. Sei lá, continuo cansada. Nada a ver essa coisa de expandir conhecimento e adquirir cultura.















PS: A penúltima foto é o parlamento daqui feito de chocolate. Loja incrível! Quase tropecei de propósito pra cair em cima dessas coisas.

segunda-feira, setembro 21, 2009

Berlim - Gostei!

Daí que antes mesmo de chegar em Berlim eu já estava sentindo algo animadinho em relação à cidade. E, de fato, Berlim é o máximo! Não tem uma beleza evidente como Veneza e Paris. É algo mais exótico, sei lá. Tem muita história aqui. Hj mesmo fui a um museu que contava a história da Alemanha desde a época do Império Romano até a queda do muro, e foi incrível. Passei quase três horas muito feliz lá dentro (pq eu já to na fase do trauma... rs). Ah, e tinha MUITO material sobre a II Guerra e o Nazismo. Emocionante (principalmente no mau sentido).

Berlim é cidade grande, como eu gosto. Cheia de gente, de ônibus, barulho. Mas a maioria dos metrôs que eu peguei não tinha escada rolante, então foi um sofrimento ter que subir e descer escadas carregando a mala. Sorte que o povo alemão é realmente muito simpático, e de graça. Sempre vinha uma boa alma me oferecer ajuda. Sempre. E assim cheguei no albergue, que é ÓTIMO!!! The Circus é o nome. Staff gente boa, bar, elevador, em frente ao metrô. E o povo do quarto é mega animado! Já conheci todo mundo, inclusive um brasileiro. Afinal, a gente é um povo que se atrai, né_

Mas Berlim é muito mais fácil do que eu pensava. Basta começar a entender mais ou menos como as coisas funcionam, horário dos trens etc. E, apesar de grande, é menor do que eu pensava. Ou as atrações ficam meio próximas, sei lá. Só sei que cheguei aqui de manhã bem cedo e o quarto não estava pronto. Então peguei o metrô e fui direto pro Brandenburg Tor, o símbolo maior de Berlim. E foi a maior sorte que eu dei, pq a redondeza ainda tava meio vazia e eu pude exercer todas as minhas tentativas de auto-foto, visto que uns minutos depois a praça já estava cheia de turistas, manifestantes e repórteres. Aliás, entrei no Starbucks ali em frente e aí chegou uma equipe de TV se preparando pra uma gravação. E a dona moça maquiadora estava fazendo a make na repórter na mesinha do Starbucks! Tipo, qq nota! Então eu comecei a sentir uma vontade incontrolável de sacudir o corpo e sair dançando. Gente, estava tocando samba no Starbucks!! Beth Carvalho. E eu aproveitando o solzinho tímido da manhã, tomando um mocca quentinho, de frente pro Brandenburg Tor. Quase chorei.

E andei a Unter den Liden inteira. É a avenida mais famosa da cidade. Até presenciei um carrinho conversível bater numa motinho e o seu moço motoqueiro ficar deitadinho no asfalto enquanto aguardava o “resgate”. Valeu ele ter esperado, pq apareceram três carros de polícia (aqui na Alemanha são todos BMW; os táxis são todos Mercedes) e cinco ambulâncias. Cinco!!! Pq o mocinho bateu de moto. Foi um circo e, no fim, parece que todos se salvaram. O que não teve salvação foi meu estômago depois do hot dog de linguiça alemã que comi no almoço. Trevas.

Já conheci alguns outros brasileiros durante o dia, mas depois de uma noite não tão bem dormida a bordo de um assento reclinável de trem, eu to acabada. Mas ainda deu pra tomar uma cerveja Weiss (boa!) aqui no bar do hostel com os brasileiros e uma menina da Nova Zelândia que tb está no quarto. Aliás, vcs podem imaginar nossa cara de felicidade ao entrarmos no quarto agora há pouco e darmos de cara com os outros gringos enchendo a cara, ouvindo música alta, gritando e fumando na janela. Lindos. Viva o povo evoluído do primeiro mundo.

PS: Fotos amanha. To exausta.