Mostrando postagens com marcador paris. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador paris. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, setembro 22, 2010

Paris - Vive la grève!

Na França, tudo é razão pra uma greve. Canso de ouvir aqui, dos próprios franceses: "Greve? hihihi Isso é tão francês...". E é mesmo. No último dia 7 o setor de transportes parou pq o povo está muito insatisfeito com as mudanças que o Monsieur Sarkozy planeja fazer na previdência, aumentando a idade pro pessoal se aposentar. Então os sindicatos resolveram fazer greve, pronto. Mas a greve aqui não é bagunça não! Dias antes o metrô já espalha cartazes explicando como vai funcionar (pq, na verdade, ninguém para completamente, só diminui a quantidade de carros disponíveis). E eu juro que já passei uns perrengues bem maiores no metrô nos dias em que ele estava teoricamente funcionando na boa.

Bom, acontece que os trabalhadores fizeram la fête (sim, pq a greve é mais uma festa com música que uma manifestação da massa revoltada) e o congresso aprovou a primeira parte das mudanças, como queria o maridão da Carla Bruni. Opa! E isso é motivo para... mais uma greve!!! Amanhã, dia 23, lá vamos nós de novo... Até então, nenhum problema. Mas dessa vez a ópera que eu ia foi cancelada por causa disso! Que absurdo! Tô puta tb! Vou fazer greve!


É ótimo qdo vc está no vagão e o alto-falante anuncia: "Mesdames e Monsieurs, votre attention, s'il vous plaît". Batata! É sinal de que deu merda, está dando merda ou vai dar merda. Geralmente é pra avisar que, devido a quaisquer razões, o trem vai permanecer por mais alguns minutos naquela estação. Hoje, no meio do trajeto da linha 4, anunciaram que o trem só iria até a estação seguinte (e faltavam umas 10 pra ele chegar à final); ontem disseram que o RER B, EXATAMENTE o trem que eu ia pegar, estava com o serviço suspenso por causa de dois acidentes na linha; no domingo, ficamos parados por mais de 10 minutos na linha 1; semana passada, fecharam a linha 13 pq alguém havia caído nos trilhos! Gente!!!!! O metrô daqui dá uma novela! O que se passa????

Fora o povo que está sempre com MUITA pressa, independentemente da hora. As pessoas escutam o barulhinho do metrô e saem correndo esbaforidas pra pegá-lo, mesmo sabendo que dali a dois minutos virá outro. Não interessa. Tem que ser AGORA! Quando toca o sinal avisando que as portas vão fechar, aí é que a galera fica doida e se joga dentro do vagão. E aí lá dentro fica todo mundo apertadinho, naquele calorzinho gostoso (dependendo do momento e da linha, o odor tb é uma delícia), mas existem uns banquinhos retráteis que os bonitinhos que estão sentadinhos fecham e ficam de pé quando o trem está cheio. Isso é bonito, gosto disso.

E metrô tb é cultura! Além de ser o lugar onde eu consigo ler meu jornalzinho gratuito e aprender várias expressões novas em francês, é bom pra escutar as conversas alheias. Mas o melhor foi ter aprendido que o "me dá licença" daqui é o "pardon". Vai saltar e tem 500 pessoas no se caminho até a porta? Manda um "pardon" e sai empurrando todo mundo. Ah, como é bom se sentir um habitante daqui...

quinta-feira, setembro 16, 2010

Paris - Um banho de cultura / Giverny - O fantástico mundo de Monet

Para ler ouvindo: Cotidiano (Chico Buarque)
http://www.youtube.com/watch?v=FB4IaqWITB8


Ah, como é bom fazer as coisas com calma! Que diferença pras minhas outras viagens, em que eu saía correndo pra dar tempo de ver/fazer tudo. Agora eu faço assim:

- Acordo às 7h, qdo ainda está meio escuro;
- Ao abrir a porta do hotel que dá pra rua, vem aquele ventinho frrrrrrrrrrrio da manhã parisiense (mas já vi uma menina de vestidinho curto e sem manga, a louca);
- Ando duas quadras até o metrô. Na entrada, toda manhã, fica um cara com um violão cantando qq coisa que só é possível de identificar pela melodia pq francês ele não fala, muito menos inglês. É hilário! Ele tem uma voz fininha e desafinada, e fica "cantando" de Beatles a Celine Dion à moda Pepê e Neném, lembram_ Eu sempre fico dividida entre o sentimento de pena e a vontade de dar uma gargalhada;
- Logo em seguida, pego um exemplar do "Metro" (o jornalzinho gratuito que é o Destak daqui) e certamente o mocinho que distribui já me conhece pq eu sou a única que dá bonjour e merci a ele, cuitchado. Esse jornalzinho é demais, pq eu vou me atualizando e treinando muito a leitura em francês. Já aprendi várias palavrinhas novas legais;
- Duas linhas de metrô depois (incluindo a troca em Montparnasse, que é abarrotada e imensa, com direito a esteira rolante), chego lindamente à Aliança;
- O curso acaba na hora do almoço e aí eu tenho a tarde inteirinha pra fazer o que eu quiser! Ah, que maravilha! É chegar na calçada, pegar o mapa e decidir: aonde irei hj? A vida é muito feliz mesmo.

Como cultura nunca é demais, esta semana fui ao Museu l'Orangerie ver uma coleção linda de pinturas impressionistas. Depois sentei numa espreguiçadeira à beira do chafariz no Jardin des Tuileries. De lá, decidi ir à Pinacoteca ver uma exposição de objetos utilizados pelos Incas. Que surpresa! Maravilhosa a exposição (fica até Fev/2011 aqui, olha a dica). Que incrível a cultura inca! E o melhor foi saber que um povo tão avançado tocava... adivinha o quê... chocalho!!!! hahahaha! Ai, que orgulho! Quase todos os objetos usados pelas castas mais altas da sociedade eram de ouro, pois ele representava o Deus Sol, então era uma aproximação com a divindade-mor; a prata representava a divindade feminina; e o chocalho era usado com outros instrumentos nas festas e cerimônias. Aprendi tudo isso em uma hora e meia, lendo tudo bonitinho em francês. Depois fui comemorar dando um presente ao olfato e à visão com um passeio à Fuchon e à Hédiard, as lojas com a maior variedade de chocolates, vinhos, champanhes, chás, foie gras, caviares... e os maiores preços tb. Comprei um chocolate humilde (o menor de todos, mas delicioso) por 1,95 só pra não sair com as mãos abanando.

Ontem fui ao museu do Salvador Dali em Montmartre. Já vim à Paris outras vezes, como eu nunca tinha ido lá??? É demais! Ele é muito doido, adoro! Bengalas, caracois e gavetas pra todos os lados! hahaha E uma brasileira paraíba praticamente fazendo um book fotográfico dela mesma com as esculturas ao fundo. Tenho vontade de bater nessa gente. 

E hoje eu peguei um trem pra Vernon, depois um ônibus pra Giverny. Tudo isso pra conhecer a casa e o tão famoso jardim do Monet. Nossa, que coisa mais linda! É tão colorido que parece um sonho ou efeito de um chá de cogumelo (nunca tomei, mas tenho impressão de que é assim. rsrsrs). Se tirar os turistas, parece que vc está de fato num quadro do Monet. Não aguentei e liguei pra minha mãe pra falar da minha emoção em estar ali. Afinal, foi ela quem me apresentou à obra dele.


Renoir, no Musée de l'Orangerie

Dali (o relógio é o perfil dele com uma lágrima)


 Monet na tela...


 ... e ao vivo

 Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome...

Paris - L'Alliance Française

Agora eu escrevo por temas pq fica mais fácil, tá? Então vamos falar do curso, um dos motivos que me trouxe à esta amada cidade.

Achei que o curso "intensivo" seria mais frenético. Não é. Bem tranquilo, por sinal. Tem deverzinho todo dia, a professora, Caroline (pronuncia-se Carrrrroline) fala docemente e numa velocidade que todo mundo compreende. É ótimo! Já falei que ela usa retroprojetor e apaga o quadro negro com uma esponjinha que ela molha na água, né? E eu pensei que fosse ter aula no lugar mais moderno do mundo... rsrsrs Tô aprendendo MUITO. Cara, como eu gosto dessa língua! E como ela tem exceções, meu Deus! É sempre assim: "Neste tempo verbal, todos os verbos são regulares, com exceção de..." e aí vem uma lista imensa.

Mas nada consegue ser melhor que o fato de vc olhar a turma, olhar o mapa mundi pendurado na parede e se dar conta de que cada uma daquelas pessoinhas veio de um lugar diferente do planeta. Agora estão ali, ao seu lado, com o mesmo objetivo. Nossa, isso é demais! Os intervalos, então, qdo nos reunimos na cafeteria e o bate-papo (em francês) rola solto, são de um aprendizado e uma troca de experiências e culturas sem tamanho.

A cada semana algumas pessoas vão embora e novos coleguinhas chegam, então fica tudo muito dinâmico. A turma é bem cheia e as pessoas são (quase todas) MUITO legais. Mas como o francês é movido pelas exceções, tb temos algumas na turma. É feio ficar citando a nacionalidade, até pq não quero generalizar nem gerar uma crise diplomática. Mas tem uma ser humana que eu nem achava tão chata, mas agora ela começou a me irritar (e ai resto da turma tb) pq ela ri muito alto e em momentos nada engraçados, fala alto PACARALHO, quer responder a tudo e hj ainda deu fora em duas meninas. A outra, de outro país, é mega anti-social, acha que entende MUITO, tem um sotaque ESCROTO que NINGUÉM entende e quando tem trabalhinho em grupo ela vira de lado e começa a fazer sozinha. Que imbecil.

Confesso que tb é difícil entender quando os orientais falam. Não é preconceito, gente, é fato. A língua deles é totalmente diferente, deve ser complicado pra eles. De qq forma, é muito bacana esse esforço. A tailandesa fala tão baixinho, tão pra dentro, que parece que está contando um segredo. Ela tb troca o R pelo L, que nem o Cebolinha, então um verbo como "arrête" vira "alête". Difííííícil, viu? A chinesa é uma fofinha que mistura todas as línguas e põe o dedinho no queixo pra pensar. Os gregos trocam o J pelo Z, então "je suis" vira "ze suis". Bonitinho. Queria saber como eles veem o sotaque brasileiro.

Adoro a chinesa, a grega, e tb as brasileiras, as australianas, as alemãs o mexicano que fala metade da frase em francês e a outra metade em inglês, sempre carregado com sotaque castelhano, e a iraniana, que é a mais doida de todas, a mais figura e a que fala melhor. Loira, com piercing, roupas coloridas, fala besteira à beça. Vc olha pra ela e NUNCA imagina que é de um país islâmico e cheio de restrições. Dia desses a tarefa era apresentar o amiguinho do lado. Aí a chinesa foi apresentar a iraniana: "Ela é do Iraque..." hahahaha! E a iraniana, rindo: "Não!!!!! Eu sou do Irã! Iraque é nosso inimigo"!!!!! Caraca, me mijei de rir!

terça-feira, setembro 14, 2010

Paris - Ópera

Para ler ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=KsAzJ5lE33Q

Faz mais de uma hora que voltei da ópera e estou emocionada até agora. Navio Fantasma foi minha estreia nesse mundo. E tem coisa melhor que assistir à sua primeira ópera em Paris? Não, não tem. Minha expectativa era grande e só não superava meu medo de achar tudo muito chato. Tentei descansar antes de ir, mas aqui não estou tendo tempo pra quase nada. E como diz um amigo meu, “Tempo dormido, tempo perdido”. E pra minha surpresa, tudo foi incrível!

A cenografia super modernosa, a orquestra extremamente poderosa. Estava me sentindo uma criança feliz quando vai ao teatro pela primeira vez, sabe? E fica olhando tudo, soltando uns risinhos, essas coisas. Então sentei toda metida no meu lugar pra ler o programa. E quando a orquestra começou a tocar a introdução, nossa, fiquei toda arrepiada, os olhos se encheram d’água. Uma emoção fortíssima pela intensidade do espetáculo e pela dádiva de poder estar aqui, em Paris, e presenciar uma coisa tão bonita. Senta, a mocinha da história, tinha uma voz de dilacerar corações. O resto do elenco tb era de um talento enorme, mas essa cantora (Adrianne Pieczonka) merece toda a minha admiração. Foram 2h30 de espetáculo sem intervalos e confesso que nem senti o tempo passar. Juro!

A Ópera Bastille é um teatro gigante e moderno. Meu lugar (menos caro) era lááá em cima. Perfeito pra ver a orquestra inteira, pra ver todo o palco e pq não havia qualquer cabeção na minha frente. E as músicas de Wagner... ai, que coisa mais linda! Queria muito que cada um de vcs que leem o que escrevo aqui pudesse sentir isso agora, pq é muito difícil expressar em palavras. Mas tenham certeza de uma coisa: estou leve, contente, emocionada e doida pra ver outra!

Um espacinho pra deixar registrado que gente mal educada o é em qualquer lugar, né? Cara, o que tinha de celular tocando DURANTE o espetáculo era uma coisa inacreditável! Um aviso enorme pedindo pro público manter os aparelhos desligados. Aí começa a ópera e o primeiro toca. Então o outro ser humano, em vez de se dar conta do mico e do desrespeito, mantém o dele ligadão tb, e aí toca em seguida. E tinha umas mulheres que provavelmente compraram um lugar meio distante de tudo e estavam pegando lugar dos outros. Viam uma poltrona vazia, opa, iam lá e sentavam. Aí o dono chegava, elas saíam. Depois da terceira tentativa, sentaram na escada e foram gentilmente convidadas a se retirar e a ir pro lugar certo. Bem feito! E olha que estamos na França.

Ópera não é uma coisa fácil de entender e apreciar. Já estava me preparando para essa há quase dois meses. O que acontece em cada cena, quais são os personagens, quais são as músicas, como a história de desenrola, tudo isso eu já sabia de trás pra frente (na teoria) quando me sentei com o programinha nas mãos. Por isso eu sou extremamente grata ao Márvio, que me deu uma verdadeira aula sobre ópera em geral e sobre o Navio Fantasma, mais especificamente. E eu não tenho a menor dúvida em dizer que minha experiência de hoje não teria tido a mesma grandiosidade se ele não tivesse me preparado tão bem e me passado tantos detalhes. Puxa vida, querido Javier, muito obrigada mesmo!

Mas é óbvio que o melhor dessa história toda foi que o povo canta tudo em alemão e eu entendi TODAS as legendas em francês!!! GENTE! Isso é muita evolução! É uma conquista muito muito muito grande pra mim. E isso só aumenta minha emoção. Ah, que dia mais belo!!! Viva a cultura, as novas experiências e as minhas férias! :)

segunda-feira, março 01, 2010

Albergues / Hostels na Europa

Paris
Absolute - http://www.absolute-paris.com/
A 5 minutos a pé do metrô (Bastille), em frente a um McDonald’s 24h e a um mercado, ao lado de uma lavanderia, perto de uma loja de kebab, de alguns bares/cafés/restaurantes e do Canal St. Martin, onde a Amélie Poulin gostava de jogar pedras. J Não é dos lugares mais movimentados à noite, mas não vi qq ameaça de perigo. Tem banheiro no quarto e a moça da limpeza troca as toalhas diariamente. Há três computadores para uso livre e wi-fi grátis na recepção. Tem elevador, mas é lento e pode não funcionar de repente. Café da manhã incluído (não é um bufê, mas dá pra forrar o estômago). Não tem locker, mas achei tranqüilo deixar as malas no quarto mesmo. Me hospedei lá duas vezes: na primeira achei tudo lindo; na segunda me colocaram num quarto sujo, com banheiro imundo. Reclamei na recepção, me trocaram de quarto e aí eu fui feliz novamente.

BVJ - http://www.bvjhotel.com/
Tem duas filiais: uma bem pertinho do Louvre (ótima localização) e outra no Quartier Latin, um dos melhores bairros de Paris. Não me hospedei lá, mas amigos meus já foram nos dois e indicam.

Madrid
Los Amigos – Sol - http://www.losamigoshostel.com/b/index.htm
Há duas filiais, Opera e Sol. Fiquei na Sol por indicação de uma amiga e adorei. Ocupa o 4º andar de um prédio – com elevador! -, é bem pertinho do metrô (Sol), fica numa rua que praticamente não passa carro e onde tem McDonald’s, Starbucks, Burger King, El Corte Inglés e outras facilidades. Banheiro grande no corredor e, se não me engano, unissex. Café da manhã incluído não era ruim. Internet paga com moedas. Tem locker no quarto e luminária individual para cada cama, pois depois de 22h ou 23h, não lembro, apagam as luzes comuns dos quartos pra ninguém ser incomodado e todos poderem dormir em paz.

Barcelona
Fiquei na casa de um amigo, mas todo mundo com quem eu falo ama o Kabul - http://www.kabul.es/
Uma amiga tb me indicou o Centric Point - http://www.centricpointhostel.com/

Amsterdam
Stayokay - http://www.stayokay.com/index.php?&language=en
Há três filiais na cidade. Por indicação fiquei na Stadsdoelen, que é a mais central, perto da avenida principal, do centro, do ponto de tram e mais próxima da Centraal Station. Tem locker no corredor que antecede os quartos. Café da manhã incluído e muito bom, com nutella e vários tipos de pão. Banheiro enorme no corredor. Wi-fi é pago e bem mais caro do que se vc for a uma lan house na rua (apesar de ficarem meio escondidinhas). Mas me irritei pq o quarto é pra 20 pessoas (!). Imagina vc e mais 19 mulheres num quarto! Afff...

Praga
Pension Dlouhá - http://www.travellers.cz/en/dlouha-pension-hostel-prague.php
Ocupa um andar de um prédio com elevador. Tem dois dormitórios de 10 camas cada e mais uns quartos menores. Locker no quarto. Café incluído e muito bom. Wi-fi grátis na recepção e no restaurante. Muito bem localizado, perto do metrô (Namisti Republiki), da praça principal (Staré Mesto) e do rio Vltava. Aliás, Praga é bem pequena, então tudo é perto. O contra é que os dois dormitórios dividem um só banheiro (uma privada, um chuveiro e duas pias), mas engraçado que sempre que eu queria usar o banheiro ele estava livre. Acho que o pessoal não era muito chegado...

Londres
St Christopher's - http://www.st-christophers.co.uk/london-hostels
Tem várias filiais espalhadas pela cidade. Eu fiquei na "London Bridge - The Village" e gostei bastante. Tem um club ao lado, onde vc pode ferver com os gringos; o café é bonzinho tb e está incluído da diária. Pertinho do metrô. Não é tão central quanto esse aí de baixo, mas gostei muito mais desse!

Piccadilly Backpackers - http://www.piccadillyhotel.net/
Não é um espetáculo da natureza, mas vale pela localização. É um prédio escondido numa ruazinha logo atrás da Piccadilly Circus, extremamente central, pertinho do metrô (Piccadilly). Locker micro no quarto. Café não incluído, então eu comia na rua. É bem grande, tem zilhões de quartos, mas os banheiros são xexelentos: sanitários ok, mas os chuveiros são feios, velhos e podem não ter água quente. Fora a fila pra tomar banho (ao contrário de Praga, aqui eles são chegados a isso).

Roma
Alessandro - http://www.hostelsalessandro.com/
Tem duas filiais, Downtown e Palace. Fiquei na Downtown, mas tb falam bem da outra. Fica num prédio com elevador, bem perto da estação de trem e de duas estações de metrô (Termini e Vitorio Emanuelle). Com disposição dá pra ir a pé a vários lugares (eu fui!). Café incluído não é uma maravilha, mas dá pro gasto. Locker no quarto. Banheiro tranquilo, tem até secador de cabelo. Em alguns dias tem massa de graça pros hóspedes no início da noite. O único problema é que estava muito calor qdo fui, não dava abrir a janela e o quarto só tinha um ventilador de teto safado que demorava um minuto pra dar uma volta completa. De resto, tudo ok.

Florença
Ostello Archi Rossi - http://www.hostelarchirossi.com/
Perto da estação de trem, tem locker e computador com internet grátis no quarto. Café incluído tem milhares de opções que vc pede pelo número, que nem McDonald’s. Dá pra ir andando numa boa até o Duomo, o Palazzo Vecchio e o rio. Só tem dois banheiros por andar, cada um com uma privada, um chuveiro e uma pia, mas tb estavam sempre vazios qdo precisei.

Veneza
Residenza Santa Croce – não tem site próprio, reservei por aqui: http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/Residenza-Santa-Croce/Venice/10203?source=googleadwordshostelsbyname&gclid=CLrhtezCuZ8CFWEO5QodYney3Q
O escritório/recepção fica em frente à estação de trem, mas o dormitório em si fica mais afastado, a umas cinco pontes dali. Dá pra ir andando, mas com mala pesada sugiro pegar o vaporetto. São poucos quartos no último andar de um prediozinho residencial. O quarto tem seis camas, banheiro, frigobar, TV, locker micro e uns sachês de chá e café. Nada de internet, mas a cidade é tão linda que vc nem lembra de computador. Perto de um mercado, do McDonald’s e da estação de vaporetto (Ca D’oro, se não me engano).

Milão
Ostello La Cordata - http://www.lacordata.it/accomodation/o_burigozzo_en/home.htm
Albergue ótimo! Pena que a cidade é uma bodega de ruim. Banheiro excelente no quarto, que tb tem locker. Café não incluído, mas tem mercado pertinho. Não é tão perto do centro, mas tem um ponto de tram quase na esquina. Wi-fi e computadores com internet grátis.

Zurique
City Backpacker - http://www.city-backpacker.ch/
Pertinho do centro, do lago, de tudo (a cidade é minima). Dá pra fazer tudo a pé, mas tem ponto de tram a uma distância pequena. Fica na rua dos bares, mas não notei nenhum barulho incômodo (ok, eu fiquei lá durante a semana apenas). Banheiro bonzinho, com chuveiro esquisito. Café não incluído. Quarto com poucas pessoas, uma pia e um locker micro. Wi-fi grátis.

Interlaken
Balmer’s - http://www.balmers.com/
Cidade linda e albergue fofo. A cama não era das melhores e o chuveiro era o pior do mundo, mas a casa é uma graça, parece de boneca, com common room bonitinha, pessoal super bacana. Um pouquinho afastado do centro, mas tranqüilo de ir caminhando. Ponto de ônibus em frente. Café não incluído, mas o mercado é pertinho e a recepção vende algumas coisas tb. Não tem locker. Quarto tem pia, cadeiras e prateleiras.

Munique
Euro Youth Hostel - http://www.euro-youth-hotel.de/pt/
Muito bom! Pertinho da estação, dá pra ir andando até a Marienplatz. Prédio com elevador, quarto ótimo com locker, pia, cama boa e wi-fi grátis. Café não incluído, mas vc paga à parte e vale a pena.

Berlim
The Circus Hostel - http://www.circus-berlin.de/circus_berlin_hostel.html/
O melhor hostel do mundo! Não sei se é a aura, ou pq fiz grandes amigos lá. Berlim é uma cidade incrível e esse é o melhor albergue em que já fiquei. Prédio ótimo com elevador, quartos amplos, banheiros limpos, bar ótimo no subsolo (às quartas tem um karaokê divertidíssimo). Computadores na recepção têm internet paga, mas o wi-fi é grátis. Não é no centro, mas fica em frente a um ponto de tram, a uma estação de metrô (Rosenthaler Platz) e próximo a um ponto de ônibus. E dá pra andar tb! Mercado, lavanderia, kebab, pizzaria, loja de salsichas e Subway próximos. Café não incluído, mas vale a pena pagar! Tem um preço pro bufê com tudo e outro pra opções mais limitadas, mas igualmente deliciosas, de croissant com nutella. Ai, que saudades...

quarta-feira, outubro 21, 2009

Paris - Look into your heart and you'll find love

Finalmente o post do último dia de viagem, quase um mês depois...

Marquei de encontrar o Pietro (meu novo amigo brasileiro) na Republique, bem perto do hostel, às 9h30, mas antes tinha que tomar café e fazer o checkout. Já tinha passado das 9, eu tinha devorado o café em 4 minutos, mas ainda faltava descer com a minha mala de 23 kg. E o elevador resolveu não funcionar. Desespero batendo, eis que surge um ser iluminado, musculoso, charmoso, simpático que fez a bondade de carregar a mala pelas escadas. Era brasileiro, o fofo. E essas aparições só acontecem qdo eu to indo embora...

Mas deu certo. Pietro foi uma super companhia e meu fotógrafo oficial (afinal é muito chato ficar tirando auto-retrato e sorrindo pra vc mesma). O mais louco foi que conseguimos o recorde de visitar todos os principais monumentos de Paris num só dia. Praça da Bastilha, Place des Vosges,Île de St Louis (onde, por indicação de amigos, tomei o sorvete mais caro da minha vida. Mas era de chocolate branco, era uma delícia e eu consegui estabelecer um diálogo razoavelmente grande e complexo em francês com o vendedor), Île de La Cité, Notre Dame, Louvre, Jardin des Tuileries, Place de La Concorde, Champs-Élysées e Arco do Triunfo. Isso tudo a pé. Com direito a muitas fotos fanfa no caminho (comprove abaixo).

Só no fim da tarde, depois de um almoço bem gorduroso num fast food francês, pegamos o metrô pra Montmartre. Gente, como eu ADORO esse lugar! As ruas de paralelepípedo são lindas, as praças com seus artistas, os cafés. Pra mim, a Sacré-Coeur tem o interior de igreja mais lindo do mundo, e eu me emocionei de novo lá dentro.

A essa altura uma sensação muito doida já tomava conta de mim. Sensação de vitória, de conquista, de saudades de Paris, de saudades de casa. Vontade de abraçar aquela cidade, de abraçar a mim mesma. Um orgulhinho por ter corrido atrás de algo que eu queria e ter conseguido chegar ali, de novo. Muita emoção junta. Ainda fazia sol e sentamos na escadaria da Sacré-Coeur, junto a milhares de outros turistas. Um músico amador começou a tocar músicas lindas no violão. E eu fiquei meio ali, meio fora dali, em algum lugar que eu não lembro, mas que era só meu. E, como da primeira vez em que me despedi de Paris, chorei incontrolavelmente em silêncio (e agora to toda emocionada lembrando daquele momento). Muito feliz. Muito.

Pedi pro seu moço do violão tocar uma música do Oasis antes de eu voltar pra buscar a mala no albergue. E ainda deu pra passar correndo no mercado pra comprar queijo, geleia e biscoitos franceses. Amo os mercados da França. A caminho do aeroporto, meu coração já era todo saudades de casa. O voo foi muito chato. Nada pra fazer e lo-ta-do de chineses que não paravam de falar. Levantavam pra conversar com os colegas que estavam sentados mais longe. E até qdo o avião passava em zona de turbulência e mandavam todo mundo sentar, eles continuavam em pé, conversando. Os comissários davam o aviso de atar os cintos em francês, inglês e português. Três línguas. E os chineses não se esforçavam. Uma comissária, já impaciente, falava “siiiiiit doooooown” e fazia mímica pros caras entenderem. Os chinas repetiam os gestos dela, riam feito bobos e continuavam ali, em pezinhos no corredor, conversando. Se eu já estava irritada, imagine a pobre da comissária.

E aí cheguei!! Meu pai me deu um abraço apertado em silêncio e tenho quase certeza que ele estava emocionado. Eu estava. Pq a Europa é linda, é foda, é um sonho, é mágica e eu quero voltar sempre. Mas o Rio é o Rio. É a mais nova cidade olímpica. E é aqui que me sinto em casa.
















E um videozinho pra alegrar a vida:

Pra finalizar, a música que marcou essa minha aventura do outro lado do oceano. Eu ficava olhando aquelas paisagens europeias pela janela dos trens, aí ela tocava no meu mp3 player e eu sentia uma felicidade intensa e plena. Daquele tipo que percorre o corpo todo.
Well open up your mind and see like me
Open up your plans and then you're free
Look into your heart and you'll find love, love, love...

domingo, setembro 27, 2009

Paris - O corpinho pede arrego

Hj pra acordar foi uma merrrrrrrrrrrrrrda! Realmente o quarto é bem melhor que o outro, as pessoinhas dormem direitinho e nem roncam, e o colchão parecia que estava me abraçando. Ai, que vontade de dormir o dia inteiro! Mas é Paris, não dá! A mocinha do café é bem mais simpática que a que trabalhava aqui ano passado, mas a comida continua exatamente igual.

Queria ir a Versailles amanhã, mas segunda as coisas não abrem, então tive que ir hj mesmo. Cara, a fila dava umas cinco voltas. Uma hora e vinte em pé, debaixo de um sol de meio-dia e identificando vários brasileiros paraíbas com camisas de time. Pq é muito fácil identificar as pessoas pela nacionalidade:
Com camisa de clube – brasileiro
Mulher com boné – brasileira
Falando alto – brasileiro
Tirando fotos engraçadinhas e se achando “o” palhaço – brasileiro
Casaquinho nos ombros, feito o tio Sukita – paulista

Gente, não to falando mal não! É só engraçado ficar brincando de achar brasileiro, principalmente quando se está sozinha numa fila. Bom, aí eu fiquei pegando um bronze francês durante quase 1:20! E qdo cheguei no balcão de informação, quase na boca da bilheteria, descobri que eu não precisava ter ficado na fila pq eu não queria ir ao palácio principal (já fui ano passado), só aos palaciozinhos da Maria Antonieta. Aliás, só me dei bem hj pq apresentei meu passe de trem e consegui ir de graça pra Versailles. Pq eu me ferrei várias vezes. Pra voltar pra estação de trem eu não podia cortar caminho por dentro dos jardins de Versailles pq meu ingresso não dava esse direito. Sério, eu andei que nem uma filha da puta em volta do terreno do palácio pra chegar na estação. Nesse momento, odiei com todas as minhas forças a riqueza da realeza francesa. Meu sonho é que os reis tivessem vivido num conjugadinho de 13m quadrados.

Eu fico super me achando qdo falo com alguém em francês. Qdo a outra pessoa fala poucas coisas é ótimo. Mas qdo ela insiste em falar frases enormes e super rápidas, fudeu. Eu vou lá e faço uma pergunta falando bem rápido, mas eu quero que a resposta seja beeeeeeeeeeeeeeem leeeeeeeeeeeeeentiiiiiiiiiiiiiiiiiiinhaaaaaaaaaaaaaaaa, senão o jeito é fazer uma cara estranha e pedir pra pessoa falar inglês. Aí toda a minha metidez vai por água abaixo.

Aí já eram cinco da tarde e eu até pensei em dar mais uma volta por Paris, mas meu corpo não aguentava. Vim direto pro albergue e tirei uma sonequinha divina por uma hora. Parecia que eu tinha dormido uma noite inteira, tamanho o alívio. Acordei na maior disposição e peguei o metrô pro Tocadéro, pra poder ver de pertinho a Torre Eiffel. Gente, eu lembrava do caminho! Tô boba com essas coisas. Mas o que importa é que a Torre estava lá, mais linda do que nunca e com a lua bem ao lado. Meio redundante dizer que eu comecei a chorar vendo isso, né_ E voltei pro albergue degustando um crepe de nutella e admirando os bonitinhos franceses no metrô.

E nessa minha última noite em Paris eu vou... dormir!!! A cidade luz já está toda no meu coração (desde que eu vim aqui a primeira vez) e preciso MUITO descansar mais pra aproveitar meu segundo último dia em Paris. Ano passado foi um cansaço emocional intenso. Portanto, posso esperar qq coisa.

PS: Sim, eu tiro muita foto FODA e elas viram quadrinhos na minha casa depois.





sábado, setembro 26, 2009

Paris - Não tem jeito

É a cidade mais linda do mundo. Não adianta. É e pronto. Vim pra cá, confesso, com uma certa pena de deixar Berlim. E pensando que ela não conseguiria mais me emocionar tanto, já que é minha segunda vez aqui. Bullshit! Fez um dia lindo, céu azul, não muito frio, e aí eu cheguei na margem do Sena, exatamente como no ano passado, e não consegui controlar o choro. As lágrimas saíam como torneira mal fechada. Foi do nada. Eu não pensei em nada, não forcei nada. Elas simplesmente vieram (em abundância!) e eu não tenho como negar que sou completamente apaixonada por esse lugar.

Aliás, é muito sebo esse negócio de “ah, é minha segunda vez em Paris”. É bom DEMAIS chegar aqui e já saber andar, qual metrô pegar, como mexer na maquininha de ticket do metrô, em qual rua entrar... Mas confesso que me surpreendi comigo mesma ao entrar no mercadinho em frente ao hostel e me lembrar exatamente onde ficava a água e a seção dos deliciosos biscoitos franceses. Choquei. Tô em casa.

Dessa vez eu vim sem roteiro. Saí hj e nem toquei no mapa. Já visitei as principais atrações da outra vez, então agora eu caminho sem rumo, entro onde der vontade, e isso é maravilhoso. Fiz um passeio bacana pelo Quartier Latin e comprei um croissant numa padaria com um cheirinho inesquecível de pão quente, que ia fisgando as pessoas pela rua que nem desenho do Tom e Jerry. Ah, e eu pedi em francês pq, cara, como eu me divirto falando francês! Falo pouco, mas já quebra um galho que eu nem te conto. Tirando com a mulherzinha do metrô, que eu pedi “um bilhete pro dia todo” e ela ficou toda querendo me dar esporro pq eu tinha que ter pedido “1-jour billet”. Ah, faça-me o favor.

Acabou que à tarde fui pro Louvre. Sim, eu sei que já fui lá, mas achei muito desperdício estar aqui tão pertinho de um dos melhores museus do mundo e não dar nem uma passadinha. O melhor é que fui de graça. Conheci no hostel uns brasileiros que já tinham ido lá hj e me deram o ingresso deles, que vale pro dia todo. Uhuuuuu!!! Louvre de graça foi lindo demais. Ok, passei de novo na Monalisa e na Venus de Milo, só pra dar um Hi 5, afinal a gente já se conhece. E depois saí andando pelo museu sem seguir nenhum guia. Sempre quis fazer isso.

Quase desfalecendo de fome mais uma vez, comprei um croque monsieur e fui ver o por-do-sol da Pont des Arts, sobre o Sena, com vista pras outras pontes, pra Torre Eiffel e pra Île de La Cité. Ou seja, paraíso na Terra. Aí a tarde foi caindo, o céu foi ficando alaranjado, depois rosa, depois violeta. E eu fui ficando ainda mais feliz, feliz, feliz...

Gente, tá tocando Chico Buarque na recepção do albergue!!! Emoção!!!

Sobre o albergue: Absolute Paris. É o mesmo do ano passado, mas o cara me botou num quarto horroroso. Velho, banheiro sujo e fedido, cortina do box nojenta, chuveiro que jorrava água pra fora. Aí botei minhas coisas em cima da única cama que me pareceu livre, na parte de cima da beliche. E tinha uma aranha enorme no teto, bem pertinho da cama. Não estava acreditando naquilo. Fiquei puta, mas achei melhor relevar e ir pra rua, afinal são apenas duas noites aqui. Aí eu voltei ainda há pouco e algum ser humano do quarto tinha tirado minhas coisas de cima da cama e colocado as dele. Tipo “Ooooooi!!!! Não viu que tinha coisa em cima da porra da cama”?? Aí não deu. Fui na recepção e pedi pra me trocarem de quarto. Agora estou num bem mais bonitinho, com banheiro limpo e, pela primeira impressão, pessoas organizadinhas. Graças.