Mostrando postagens com marcador trem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trem. Mostrar todas as postagens

domingo, setembro 27, 2009

Paris - O corpinho pede arrego

Hj pra acordar foi uma merrrrrrrrrrrrrrda! Realmente o quarto é bem melhor que o outro, as pessoinhas dormem direitinho e nem roncam, e o colchão parecia que estava me abraçando. Ai, que vontade de dormir o dia inteiro! Mas é Paris, não dá! A mocinha do café é bem mais simpática que a que trabalhava aqui ano passado, mas a comida continua exatamente igual.

Queria ir a Versailles amanhã, mas segunda as coisas não abrem, então tive que ir hj mesmo. Cara, a fila dava umas cinco voltas. Uma hora e vinte em pé, debaixo de um sol de meio-dia e identificando vários brasileiros paraíbas com camisas de time. Pq é muito fácil identificar as pessoas pela nacionalidade:
Com camisa de clube – brasileiro
Mulher com boné – brasileira
Falando alto – brasileiro
Tirando fotos engraçadinhas e se achando “o” palhaço – brasileiro
Casaquinho nos ombros, feito o tio Sukita – paulista

Gente, não to falando mal não! É só engraçado ficar brincando de achar brasileiro, principalmente quando se está sozinha numa fila. Bom, aí eu fiquei pegando um bronze francês durante quase 1:20! E qdo cheguei no balcão de informação, quase na boca da bilheteria, descobri que eu não precisava ter ficado na fila pq eu não queria ir ao palácio principal (já fui ano passado), só aos palaciozinhos da Maria Antonieta. Aliás, só me dei bem hj pq apresentei meu passe de trem e consegui ir de graça pra Versailles. Pq eu me ferrei várias vezes. Pra voltar pra estação de trem eu não podia cortar caminho por dentro dos jardins de Versailles pq meu ingresso não dava esse direito. Sério, eu andei que nem uma filha da puta em volta do terreno do palácio pra chegar na estação. Nesse momento, odiei com todas as minhas forças a riqueza da realeza francesa. Meu sonho é que os reis tivessem vivido num conjugadinho de 13m quadrados.

Eu fico super me achando qdo falo com alguém em francês. Qdo a outra pessoa fala poucas coisas é ótimo. Mas qdo ela insiste em falar frases enormes e super rápidas, fudeu. Eu vou lá e faço uma pergunta falando bem rápido, mas eu quero que a resposta seja beeeeeeeeeeeeeeem leeeeeeeeeeeeeentiiiiiiiiiiiiiiiiiiinhaaaaaaaaaaaaaaaa, senão o jeito é fazer uma cara estranha e pedir pra pessoa falar inglês. Aí toda a minha metidez vai por água abaixo.

Aí já eram cinco da tarde e eu até pensei em dar mais uma volta por Paris, mas meu corpo não aguentava. Vim direto pro albergue e tirei uma sonequinha divina por uma hora. Parecia que eu tinha dormido uma noite inteira, tamanho o alívio. Acordei na maior disposição e peguei o metrô pro Tocadéro, pra poder ver de pertinho a Torre Eiffel. Gente, eu lembrava do caminho! Tô boba com essas coisas. Mas o que importa é que a Torre estava lá, mais linda do que nunca e com a lua bem ao lado. Meio redundante dizer que eu comecei a chorar vendo isso, né_ E voltei pro albergue degustando um crepe de nutella e admirando os bonitinhos franceses no metrô.

E nessa minha última noite em Paris eu vou... dormir!!! A cidade luz já está toda no meu coração (desde que eu vim aqui a primeira vez) e preciso MUITO descansar mais pra aproveitar meu segundo último dia em Paris. Ano passado foi um cansaço emocional intenso. Portanto, posso esperar qq coisa.

PS: Sim, eu tiro muita foto FODA e elas viram quadrinhos na minha casa depois.





sábado, setembro 26, 2009

Berlim - Sardinhas a bordo

Na minha última noite em Berlim eu consegui ir pro lugar mais morraico da cidade. O pessoal do hostel descobriu um bar muito doido. Na verdade, é um espaço feio, com umas duas lâmpadas fluorescentes no teto, um balcão onde vc pode comprar cerveja normal (não a Weiss, que é a que eu gosto mais) e uma mesa de ping pong no centro. Uma. Aí cada pessoinha pega uma raquetinha e o povo fica todo em volta da mesma mesa jogando a bolinha um pro outro. Entenderam? É como se fosse uma fila em volta da mesa, que vai andando conforme cada um joga e vai diminuindo pq as pessoas erram e têm que deixar o jogo. Enfim, é muito sem noção, mas é uma ideia incrível e muito simples de socialização. Acaba que todo mundo fica fazendo a mesma coisa e pegando muita amizade.

Meu trem pra Paris só saía à noite, então consegui aproveitar – correndo – o último dia. Fui a uma exposição ao ar livre (mais uma!) sobre o período do nazismo e depois passei no Checkpoint Charlie, que era a única passagem entre os dois lados do muro, e onde hj ficam uns paraibinhas vestidos de soldado e cobrando 1 euro pra tirar foto com os turistas bobinhos. Pelo menos em Berlim as atrações principais não ficam tão lotadas quanto nas outras cidades. Não sei se é pq a cidade é grande, ou se a procura é menor mesmo. Mas é uma vantagem e tanto pra quem quer ver as coisas sem perder a paciência. Meu caso.

Descobri uma loja muito maneira, que só vende camisas de futebol. Aí fui lá comprar a camisa do Bayer pro Marcelo e obviamente peguei muita amizade com o mocinho atendente. Horas conversando sobre futebol e eu fazendo a maior propaganda do Flamengo. No fim, o mocinho me deu de presente um pin do Flamengo! Que fofoooooooooo!!! E eu ainda conquistei torcedores alemães pro meu time. Pronto. É o clube mais famoso do mundo. E não se fala mais nisso.

Pra encerrar minha passagem por essa cidade incrível, onde as pessoas são MUITO simpáticas, segui indicações da Silvia e do Mauricio e fui comer no Einstein Cafe da Unter den Linden. Gente, passo adiante a dica: apfelstrudel com vanilla sauce. Vem um pedaço giga, a torta quentinha hummmmmmmmm......

Aí peguei um ônibus pra estação, me sentindo o ser mais abençoado do planeta pq ia pegar um trem noturno pra Paris. Trem com caminha, não era aquela pobreza de poltrona não! Um sebo. Então chegou o trem e eu percebi que as cabines eram um pouco menores do que eu pensava. A menina na minha frente estava se acabando pra conseguir entrar com as malas numa cabine que já tinha outras pessoas e eu dei graças a Deus de não estar naquela cabine. Mas eu estava. Um minuto de silencio pra quem se fudeu..........
...
...
...
...
Então vamos imaginar a situação: uma cabine 2x2m, com seis camas divididas em duas triliches. Minha cama era a de cima e eu batia a cabeça no teto se ficasse sentada nela. Então a galera ficava sentadinha toda dobrada, que nem Frei Damião. Eu mal cabia deitada na minha cama, imaginem os meninos! Tô com pena deles até agora. Ainda não acabou. Éramos seis pessoas (dois alemães, três franceses e uma brasileira), umas 14 malas, duas raquetes de tênis (!) e UMA PRANCHA DE SURFE (!!!!!!!!). De novo: o trenzinho sai de Berlim (longe do litoral) pra Paris (longe do litoral) e o ser humano me leva uma prancha de surfe na caralha da cabine!!!!!! Oi????
Calma que não acabou! Pq, além de fazermos parte do programa “Seja uma sardinha na lata por 11 horas”, uma das sardinhas soltava PUM! Sim, com frequência. Do pior tipo: silencioso e fedido. Agora como é que o indivíduo europeu, em toda a sua consciência, acha que é super normal ficar peidando num ambiente micro, fechado e com outras cinco pessoas??? Como????? E eu fiquei sem saber quem era o culpado.

Cinco minutos de silêncio pra quem se fudeu:
...
...
...
...
...
...
...
...

segunda-feira, setembro 14, 2009

Interlaken - O vale encantado

País novo, ar puro das montanhas. Saltei na estação e senti um cheirinho delícia de bosta de vaca. Alguma idéia de onde eu esteja_ Sim, Suíçaaaaaaaaa!!!!! EEEEEEEEEEEEEEE!!!! Finalmente deixei Milão pra trás, extremamente ansiosa pra chegar aqui. No trem, sentei em frente a uma americana que estava viajando com o bebê MAIS FOFO do planeta! Ele não parava de rir, todo simpatiquinho e quietinho no colo da mãe.

O trem passou por vários lugares incríveis! Montanhas enormes, laguinhos, casinhas fofas, picos com neve láááá em cima... Comecei a ficar ainda mais empolgada. Só que pra chegar a Interlaken eu tive que trocar de trem em Spiez. E enquanto o trem não chegava, resolvi atravessar a rua (a estação era pequena) e foi a maior surpresa da vida! Me deparei com um lago enooooooooooorme e maravilhoso. Nunca pensei que fosse ver uma paisagem daquelas um dia... Os olhos encheram d’água. Tava demorando pra eu chorar nessa viagem. A partir daí a coisa só melhorou. Foram uns 20 minutos de trem até Interlaken, num percurso que beirava o lago e que me deixou louca, não acreditando no que eu estava vendo.

A cidade aqui é pequenininha e fica entre dois lagos (por isso o nome – Interlaken) e várias montanhas lindas. Tem várias casinhas bonitinhas de madeirinha, com florzinhas nas janelinhas. E eu to falando tudo no diminutivo pq tudo aqui dá vontade de apertar, tamanha a fofura. Todas aquelas coisinhas típicas da Suíça eu vejo o tempo todo por aqui. Inclusive zilhões de lojas vendendo relógios maravilhosos, canivetes e... chocolates!!!! Ai, Jesus, como a vida é doce. Passei no mercado agora há pouco e fiquei HORAS em frente à prateleira de chocolate pra tentar escolher um. Isso pq era um mercado normal. Vcs precisam ver as lojas de chocolate que tem aqui. Dá vontade de ficar lá dentro pra sempre.

Tb dá vontade de passar o dia atravessando a rua. Quase não tem sinal aqui, mas vc nem precisa botar o pé na rua pros carros pararem. Basta parar na calçada e olha pro outro lado da rua. TODOS os carros e motos param e os motoristas ainda te dão um sorriso! Geeeeeente, isso é muito evoluído pra minha cabeça terceiromundista.

Obviamente eu me perdi pra achar o hostel, ou não seria eu, né_ Que mania essa minha de sempre entrar nas ruas erradas qdo to carregando bilhões de quilos nas costas! Saco! Não falo UMA palavra em alemão, mas resolvi entrar numa lanchonete e pedir ajuda. Gente, o cara foi tãããããão simpático comigo que eu quase dei um abraço nele! No final mandei um “dunke” e ele ficou todo prosa! Hahahaha Fofo! Aliás, as pessoas aqui são bem simpáticas. Eu faço aquela coisa horrível de já chegar falando inglês e todas respondem na boa. Deve ser por causa do meu lindo sorriso. Kkkkk!

Aqui não tem muitas atrações, com exceção dos esportes radicais (vcs estão imaginando minha cara de “Zona de impacto” agora, né_) e da paisagem. Entao eu saí andando sem rumo e admirando a vista. Atravessei umas pontes que passam pelo lago e a água é verde! Parece piscina, uma coisa de louco! Com patinhos e cisnes e um sileeeeeeeeeeeeeencio inacreditável. Tb tá fazendo um frio bacana. Voltei pro albergue morrendo de frio e o relógio só marcava 18 graus. Impossível! Aí fui ao mercado e voltei 20 minutos depois: 15 graus. Ou seja, agora deve estar abaixo de zero, se seguirmos nessa progressão.

Todas as meninas do quarto são umas fofas. Tem duas inglesas e duas neozelandesas. Tb já conheci dois americanos que perguntaram onde eu trabalho. Esse povo vem sempre com perguntas difíceis. Rsrsrs Agora eles me adoram mais ainda. Bom, e mais tarde abre o bar do albergue e o povo já combinou de se encontrar. Portanto, é isso aí! Ah, e vários bonitinhos no albergue e na cidade.

PS: E minhas olheiras, hein... que medo.